parte 2 Capítulo 11

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Não tem palminha então deixa uma estrelinha. ⭐No final do capítulo pra eu saber que não são leitores fantasmas.

Deixe sua teoria sobre a história aqui.➡️

♥️ ♥️ ♥️ ♥️

Jimmy

— Tá doído? — saltou Augusto, a curiosidade estampada no rosto.

— Não — respondi, o riso quase incontrolável, a cena que Luna havia descrito vívida em minha mente. — Ela disse que você a levou na praça aqui de baixo e que dançou pra você, e você a segurou e dançou com ela.

Augusto me olhou, os olhos arregalados em choque.

— Cara, eu mal falo com a Luna! Aliás, eu nem falo com ela. No máximo, um "oi" e olhe lá.

Um arrepio subiu pela minha espinha. Se não era ele então. . .

— Então foi o Ethan.

A expressão de Guto suavizou, uma pontada de pena em seu olhar.

— Olha, ele mal consegue falar com uma garota. Na verdade, lá em casa a gente acha que ele é gay por causa disso.

Senti um calor no peito, uma necessidade de defender meu melhor amigo.

— Ethan não é gay! Sou melhor amigo dele e já vi ele pegando outras garotas, mas... realmente, com a Luna ele não consegue falar. Cara, ele gosta dela e ela de você, porque acha que ele é você?

Guto pegou a roda do chão, um brilho de fascínio em seus olhos. — Isso está ficando complicado! — disse ele, a voz carregada de uma emoção recém-descoberta. — Cara, isso aqui é show!

Ele voltou a girar, a roda respondendo aos seus movimentos como uma extensão de seu próprio corpo. Girou e rodou de cabeça para baixo, um sorriso vitorioso iluminando seu rosto. Ele finalmente encontrara algo para motivá-lo, algo que o impulsionava. E eu sabia que precisava aprender a usar aquilo para ensiná-lo ou... ele terminaria me ensinando.

— Caramba, Augusto, vai terminar tendo que me ensinar ao invés do contrário!

— Cara, estou apaixonado nesse negócio! Preciso comprar um.

. . .

Mostrei alguns vídeos de pessoas usando a roda para dançar, as imagens hipnotizantes de corpos em movimento. De repente, meu telefone tocou, a melodia suave interrompendo o feitiço.

— Oi, mãe.

Filho, vai ser meia-noite.

— Nossa, nem percebi! Daqui a pouco vou pra casa.

Tá bem, filho, se cuida.

Desliguei a chamada, a voz da minha mãe ainda ecoando em meus ouvidos.

— Cara, vai ser meia-noite! — falei.

— Sim, nem percebi a hora passar.

Comecei a guardar minhas coisas, Guto me ajudando com uma presteza que me surpreendeu. Saímos juntos, o ar da noite fresco e revigorante.

— Então... vai querer continuar? — perguntei, a expectativa pairando entre nós.

— Se vamos continuar usando a roda, vou.

— Fechado! Te vejo amanhã na mesma hora, aqui.

— Boa noite, Jimmy!

— Boa noite, Augusto.

. . . 

Na manhã seguinte, lá estava eu, meu coração batendo uma sinfonia de esperança, esperando que houvesse alguma coisa para mim em meu armário. A resposta veio só no dia seguinte, como um raio de sol em um dia nublado.

Amor Secreto - DegustaçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora