Eu ouvi atentamente o Jey e a Mel, e pouco a pouco, senti uma segurança crescente, sabendo que eles entendiam o que eu estava sentindo.
— Eu estou com medo! — falei, a voz embargada. — Medo de não saber o que fazer, medo de eu e o Tay nos transformarmos naquilo que sempre me machucou, que machucou ele...
— Maia, nunca vamos ser como seus pais e menos ainda como os meus. Vamos fazer diferente, seremos melhores! — disse Tay, com uma convicção que me acalmou.
— Tem certeza disso? Porque tudo era flores na vida deles no início... — insisti, a dúvida ainda me corroendo.
— Sim, mas no início deles... No nosso foi diferente, lembra? — Ele riu, e eu o acompanhei, lembrando de muitas de nossas brigas. — Não é, Jey? Está de prova aqui que nós não começamos com flores!
— Verdade! — disse Jey, confirmando com a cabeça. Ele olhou para Mel. — Tudo começou com a Mia dando um tapa na cara dele na segunda série!
Mel deu risada, e nós a acompanhamos, a tensão se dissipando com as memórias.
— Nesse tempo todo que estamos juntos, quando que nós brigamos? — Tay perguntou, me olhando nos olhos.
— Nunca! — respondi.
— Então vamos fazer um pacto aqui com Jey e Mel como testemunhas! — Eu ri, e ele levantou o mindinho para mim. — Vamos ser melhores amigos antes de qualquer coisa, vamos nos respeitar e respeitar nosso filho acima de tudo, e quando tiver alguma coisa errada, vamos conversar para tentar consertar. E se nada der certo entre nós lá na frente, que eu espero que isso não aconteça, mas se acontecer, seremos amigos para sempre!
Entrelacei nossos mindinhos, sentindo a força daquela promessa.
— Eu te amo! — falei para ele, a voz embargada pela emoção.
— E eu te amo mais! — Ele riu, me puxando para mais perto. — Te amo a ponto de sentir sua gravidez antes mesmo de você!
— Bobo! — Lhe dei um soquinho carinhoso e depois o abracei, sentindo-me segura em seus braços.
— Vai dar tudo certo! — disse Jey, com um sorriso encorajador.
Nisso, Jim abriu o berreiro, e o som encheu o ambiente.
— Quer treinar um pouquinho? — disse Mel, nos fazendo rir.
. . .
Já em casa, depois de um banho tomado e jogados no sofá, encostei a cabeça no peito de Taylor, sentindo seu coração bater forte.
— Daqui a pouco não vamos mais poder ficar assim! — sussurrei, pensando na barriga que cresceria.
— Vamos sim, só que com um filhotinho em cima da gente. — Ele beijou minha testa, e um calor se espalhou pelo meu peito.
— Você quer muito, não quer?
— Quero, quero sim... É a minha chance de ter uma família grande como sempre sonhei.
— Que bom que você pensa assim... — Sua resposta me trouxe um alívio imenso.
— E sei que você vai ser uma boa mãe e que vai amar esse pedacinho de nós mais do que a mim!
Subi para cima dele, beijando-o com segundas intenções, cheia de amor e gratidão.
— Acho que agora não vamos precisar de preservativos por algum tempo! — falei, com um sorriso malicioso.
— Humm... — Ele gemeu em resposta, me apertando ainda mais.
. . .
Fomos fazer nossa primeira consulta e a emoção nos dominou. Eu e Taylor choramos muito ao descobrir que minha gravidez já tinha três meses e meio.
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Amor Secreto - Degustação
Novela JuvenilNum palco onde a vida imita a dança, Maia é uma jovem bailarina que se equilibra entre os passos tortuosos de um passado familiar conturbado e a busca incessante por seu lugar no mundo. Enquanto lida com a redescoberta de um amor de infância, Jonas...
