parte 2 Capítulo 17

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Jimmy

Ao voltar para casa, encontrei meu pai me esperando no sofá, uma taça de vinho na mão. O aroma da bebida pairava no ar.

— Podemos conversar? — ele perguntou, a voz calma, mas com um tom que indicava seriedade.

— Claro! — respondi, sentando-me ao seu lado no sofá, o coração já um pouco acelerado.

— Augusto é seu namorado? — a pergunta saiu direta, e eu senti um choque percorrer meu corpo.

— Quê? Não! Pai, de onde tirou isso? Eu não sou gay! — exclamei, a voz embargada pela surpresa e um certo pânico.

— Ei, fica calmo, não estou te acusando de um crime — ele disse, com um sorriso gentil, tentando me tranquilizar.

— Foi mal, pai, é que eu... De onde tirou que éramos namorados? — a confusão ainda me dominava.

— É que vocês viviam brigando desde pequenos e do nada você começa a sair com ele — ele explicou, ponderando.

— Sim, mas a gente cresceu e viu que não passava de implicância. Por que eu iria namorar alguém com quem eu vivesse brigando? — tentei argumentar.

— Com seus dindos foi assim, os dois viviam em pé de guerra e olhe só, são casados há mais de 23 anos — ele me lembrou, com um brilho nos olhos.

— Mas é diferente, meus padrinhos são um casal, eu e Guto somos amigos e ambos homens. É impossível — declarei, sentindo um desconforto crescente.

— Que preconceito, filho! O amor não escolhe corpos compatíveis — ele retrucou, com uma sabedoria que me pegou de surpresa.

— Pai?! — minha mente parecia travar.

— Ok, tudo bem, eu só queria ter certeza de que você estava bem e que nada atrapalharia sua felicidade — ele disse, me confortando.

— Obrigado, pai, mas eu e Guto somos só amigos — reforcei, sentindo um alívio ao final da conversa.

— Está bem, boa noite, filho — ele me deu um beijo na cabeça. — Te amo.

O calor do beijo dele me envolveu, e eu me senti grato pela compreensão, mesmo que suas perguntas tivessem me pego desprevenido.

Luna

— Pai, mãe, me... — comecei a falar, mas fui interrompida por Ethan.

— Oi, senhor e senhora Blackwood — ele os cumprimentou, um pouco tímido.

— Olá, Riller! — disse meu pai, apertando a mão dele com firmeza.

— Oi, Ethan, como vai?! — minha mãe lhe deu um abraço caloroso.

— Vou bem, eu sinto muito por nos encontrarem assim. Eu não queria me expor e sinto muito por a Luna ter mentido para vocês por minha causa — ele se desculpou, o rosto um pouco corado.

— Tudo bem, Ethan, não vou deixar você levar a culpa disso, pai, mãe eu menti... — eu o defendi, sentindo a necessidade de ser honesta.

— Eu sei! — disse minha mãe, com um sorriso enigmático.

— Você não consegue mentir para nós! — disse papai, com uma leve diversão na voz.

— Desculpe?! — a surpresa me atingiu.

— Eu tinha a sua idade quando seu pai me trouxe aqui pela primeira vez — minha mãe revelou, e um brilho nostálgico apareceu em seus olhos.

— Ganharam? — perguntei, curiosa.

Amor Secreto - DegustaçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora