parte 2 Capítulo 12

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⭐ For me🙏

♥️♥️♥️♥️

Jimmy

Terminamos um jogo massacrante. Ganhamos por pouco, como sempre. Acho que não sou tão bom capitão assim. Se eu chegasse no vestiário, já seria uma vitória.

— Aí! — disse Augusto, me alcançando. — Tu tá bem?

— Não sei! — falei arrastado, passando a mão no rosto. Eu ouvia as pessoas comemorando ao fundo da minha cabeça. Consegui tirar o uniforme com um zunido no ouvido. Mesmo de boxer, abri o chuveiro no mais gelado possível; eu precisava acordar. Eu ouvia a banda tocar longe e o banheiro começou a girar. Deu um calor subindo por mim. Senti medo de morrer ali sozinho e consegui chegar ao chão do box devagar.

— Ei, Jim... Jimmy? — Não sei se era Augusto ou Ethan, mas era um dos dois. Ele desligou o chuveiro. Senti as mãos quentes tentando me sentar. — Cara, o que tu tá sentindo?

— Medo — falei. — Acho que eu vou morrer.

— Não, não fala besteira... — Ele me levantou e minha visão se foi. — Quem vai me ensinar a dançar se você morrer?

— Não tô enxergando — murmurei.

— Fica calmo! — Ele me sentou no banco e segurou minha cabeça que pesava mais do que chumbo. — Olha, eu preciso chamar um médico...

Minha visão voltou turva.

— Não me deixa só, não quero morrer sozinho.

— Você não vai morrer, caralho! Vem, vou te levar pro hospital. — Ele me jogou em seu ombro, e saímos pelos fundos do vestiário. Me jogou no assento do carro. Tombei a cabeça para trás e fechei os olhos, mais calmo.

— O que tá sentindo? — perguntou ele enquanto dirigia.

— Não sinto minhas mãos... Tão dormentes.

— Mais uns 10 minutos e chegamos... Por que tatuou um sol no peito?

— Lembra da carta...

— Descobriu quem é?

— Achei que fosse a Suzy... Mas não tenho certeza...

— E o que o sol tem a ver com isso?

— Essa pessoa disse... que eu sou o mundo dela... Eu sou o mundo para alguém...

— Mas que graça tem se você não sabe quem é?

— Isso não importa...

— Por que não?

Eu estava tão cansado, eu queria dormir.

— Jimmy, fala comigo, se não eu vou ter um treco! Fala dessa carta ou de dança, isso, vamos falar de sapatilhas.

Sorri.

— Você vai ficar tão fofinho de tutu — sussurrei.

— Se tu morrer não vai me ver de tutu.

Respirei fundo.

— Prefiro você bravo comigo.

— Tá, segue contando... Fala sobre alguma música que você gosta.

— Eu gosto das cumbias cubanas... Gosto de dançar kizomba... Mas não posso.

— Por que não pode?

— É constrangedor.

— Acho que já somos amigos, não?!

— É... Acho que sim... Você é o único que sabe sobre o meu amor secreto... — sorri.

Amor Secreto - DegustaçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora