⭐ For me🙏
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Jimmy
Terminamos um jogo massacrante. Ganhamos por pouco, como sempre. Acho que não sou tão bom capitão assim. Se eu chegasse no vestiário, já seria uma vitória.
— Aí! — disse Augusto, me alcançando. — Tu tá bem?
— Não sei! — falei arrastado, passando a mão no rosto. Eu ouvia as pessoas comemorando ao fundo da minha cabeça. Consegui tirar o uniforme com um zunido no ouvido. Mesmo de boxer, abri o chuveiro no mais gelado possível; eu precisava acordar. Eu ouvia a banda tocar longe e o banheiro começou a girar. Deu um calor subindo por mim. Senti medo de morrer ali sozinho e consegui chegar ao chão do box devagar.
— Ei, Jim... Jimmy? — Não sei se era Augusto ou Ethan, mas era um dos dois. Ele desligou o chuveiro. Senti as mãos quentes tentando me sentar. — Cara, o que tu tá sentindo?
— Medo — falei. — Acho que eu vou morrer.
— Não, não fala besteira... — Ele me levantou e minha visão se foi. — Quem vai me ensinar a dançar se você morrer?
— Não tô enxergando — murmurei.
— Fica calmo! — Ele me sentou no banco e segurou minha cabeça que pesava mais do que chumbo. — Olha, eu preciso chamar um médico...
Minha visão voltou turva.
— Não me deixa só, não quero morrer sozinho.
— Você não vai morrer, caralho! Vem, vou te levar pro hospital. — Ele me jogou em seu ombro, e saímos pelos fundos do vestiário. Me jogou no assento do carro. Tombei a cabeça para trás e fechei os olhos, mais calmo.
— O que tá sentindo? — perguntou ele enquanto dirigia.
— Não sinto minhas mãos... Tão dormentes.
— Mais uns 10 minutos e chegamos... Por que tatuou um sol no peito?
— Lembra da carta...
— Descobriu quem é?
— Achei que fosse a Suzy... Mas não tenho certeza...
— E o que o sol tem a ver com isso?
— Essa pessoa disse... que eu sou o mundo dela... Eu sou o mundo para alguém...
— Mas que graça tem se você não sabe quem é?
— Isso não importa...
— Por que não?
Eu estava tão cansado, eu queria dormir.
— Jimmy, fala comigo, se não eu vou ter um treco! Fala dessa carta ou de dança, isso, vamos falar de sapatilhas.
Sorri.
— Você vai ficar tão fofinho de tutu — sussurrei.
— Se tu morrer não vai me ver de tutu.
Respirei fundo.
— Prefiro você bravo comigo.
— Tá, segue contando... Fala sobre alguma música que você gosta.
— Eu gosto das cumbias cubanas... Gosto de dançar kizomba... Mas não posso.
— Por que não pode?
— É constrangedor.
— Acho que já somos amigos, não?!
— É... Acho que sim... Você é o único que sabe sobre o meu amor secreto... — sorri.
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Amor Secreto - Degustação
RomanceNum palco onde a vida imita a dança, Maia é uma jovem bailarina que se equilibra entre os passos tortuosos de um passado familiar conturbado e a busca incessante por seu lugar no mundo. Enquanto lida com a redescoberta de um amor de infância, Jonas...
