Capítulo 17

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Janes largou minha mão, e então, um tapa estalou na minha cara. A fúria explodiu, um fogo incontrolável queimando em minhas veias.

— Sua... — Partiu para cima dela, a adrenalina me impulsionando. Joguei-a no chão e desferi três socos consecutivos, cegando-a, sem dar chance para que se defendesse. 

— Sai de cima, baleia, está me esmagando! — Ela tentou me bater de novo, e eu agarrei seus dois pulsos, prendendo-os contra o chão com toda a força que tinha. 

— Me respeite, sua piranha velha! — Apertei seus pulsos até sentila gemer. — Não sabe perder, querida? Pois eu sei ganhar! — A raiva me dominava. Dei uma cabeçada nela, sentindo o impacto surdo, e ela desabou, desmaiada. Levantei-me, ofegante, com a ajuda de alguém. 

— Essa é a minha garota! — Taylor gritou, a voz cheia de orgulho e admiração. 

— E você é o meu garoto! Agora vamos embora que já bebi demais...

A adrenalina ainda corria solta, mas a embriaguez nos alcançou. Pedimos um táxi, pois Taylor estava alto demais para dirigir. Saímos com uma garrafa de tequila nas mãos, a risada descontrolada ecoando na noite.

— Vamos comemorar no hotel! — disse ele, a voz embargada pela bebida.

Caí na gargalhada, eu estava completamente aérea. Chegamos ao hotel rindo como dois idiotas. Um rapaz da recepção teve que nos guiar até o quarto, pois não lembrávamos o número. Chegamos e a festa continuou, mais goles de tequila, mais risadas... depois, o vazio. Não me lembro de mais nada.

Acordei com o sol causticante no rosto, cobri a cabeça com o edredom e senti um braço pesado em minha volta. Um calafrio percorreu meu corpo. Onde estou? O que eu fiz? E o mais importante, de quem é esse braço? Virei-me devagar, o coração batendo forte, e vi o rosto de Taylor. Um alívio avassalador me invadiu. Ele respirava suavemente em meu ouvido, seu hálito quente na minha pele. Analisei um pouco mais, e meu Deus... ele estava sem camisa, e eu estava apenas de calcinha e sua camisa. Uma onda de calor me atingiu. Deus, o que foi que eu fiz? Perdi minha virgindade e nem lembro? O pânico começou a se instalar. Tentei sair debaixo do braço dele, mas ele me apertou mais um pouco, desta vez contra seu corpo, com uma força que me surpreendeu. Encostei a cabeça em seu pescoço e fiquei respirando com a boca perto do seu peito. Meu hálito... um bafo de dragão que não conseguia soprar o fogo, cheiro forte de álcool. Taylor começou a despertar, soltou um gemido e depois se espreguiçou, finalmente me soltando. Aproveitei a oportunidade para girar para o lado. Ele abriu os olhos, piscando.

— Bom dia, Mia! 

— Bom dia!

Ele se ajeitou na cama, puxou o travesseiro, dobrando-o antes de pôr debaixo de sua cabeça, e ficou me analisando com um olhar divertido.

— Você é sempre assim quando acorda? 

— Assim como? Confusa? Desesperada a ponto de um ataque histérico?! — Minha voz saiu esganiçada. 

— Eu ia dizer linda!

Corei, as bochechas queimando.

— Mas me diz, por que está assim? 

— Taylor, nós transamos... 

— Quem disse? Eu não lembro dessa parte, só me lembro de gozar nas calças no final da nossa dança ontem e nem ganhei um beijo na boca! — disse ele, com a boca espremida no braço e os olhos ainda fechados, o tom de brincadeira me acalmando um pouco. 

— Idiota! — falei, um sorriso de alívio se abrindo em meu rosto. — Sério? E por que estou com a sua camisa? 

— Porque você pegou. Eu tirei com o calor e você praticamente fez um strip tease pra mim, de costas, é claro, mas foi demais!

Amor Secreto - DegustaçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora