parte 2- capitulo 5

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Luna: 

— Não é isso, você é inteligente... — comecei a dizer a Jim.

— Não creio que elas veem inteligência em mim, já conversou com elas? — Ele me interrompeu, rindo.

— Já! — eu ri, lembrando daquelas mentes vazias. — Tudo bem, me ganhou nessa.

— E a Martina que falou na minha cara que só ficou comigo por status. — Ele parecia realmente chateado com isso.

— Hunpf... — Eu bufei.

— Se fosse gay, seria mais fácil! — brinquei, revirando os olhos.

— Sai fora. — disse ele, voltando a se jogar na cama, com aquele jeito largado. — Seria mais fácil namorar você.

Fiquei muda, meu coração acelerou umas mil batidas por segundo. Era uma piada, certo?

— Jim... — Minha voz saiu um sussurro.

— Eu sei, somos irmãos. — disse ele, subindo para cima de mim agora. Seus olhos castanhos estavam brincalhões, mas havia algo mais ali, uma centelha. — Mas pensa se não seria mais fácil... — Sussurrou, esfregando o nariz no meu pescoço. — Já sabemos as manias um do outro e... — Ele começou a me fazer cócegas, maldito! Fez eu molhar minhas calcinhas para brincar comigo!

— Para, Jim! — falei, conseguindo me desvencilhar e sair correndo da cama.

— Volta aqui que eu ainda não acabei com você! — Ele gritou, vindo atrás de mim.

Ríamos correndo pela casa. O dindo abriu a porta janela do pátio, e eu saí por ali, sem pensar. Olho em direção à minha casa e paro subitamente ao ver meus pais segurando as mãos um do outro, e minha mãe começa a chorar. Jim caiu em cima de mim, e as cócegas param.

— Para, Jimmy, é sério. — falei preocupada e sem conseguir rir das cócegas.

— O que foi? — Ele perguntou, percebendo minha mudança de humor.

— Olha!

Minha mãe estava abraçada a meu pai, chorando, e ele acariciava e beijava sua cabeça, falando coisas para ela, coisas que eu queria ouvir, que me acalmassem também.

— O que será que aconteceu? — sussurrei, com o coração apertado.

— Espero que nada grave. — Jim respondeu, seu tom sério.

Entramos na casa dos dindos, e a dinda Mel nos olhou, percebendo nossas caras preocupadas.

— O que aconteceu? — perguntou ela.

— Acho que alguma coisa grave, a mamãe está chorando. — falei, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas também.

— Fiquem com as crianças, vamos lá ver, Jey.

— Vamos. — O dindo concordou, e os dois saíram apressados.

...

Mais tarde, eles nos deram a notícia. Minha avó Liz estava com um câncer maligno avançado. Perderíamos a minha avó mais próxima, a minha inspiração. Chorei muito, passei o domingo inteiro mal. Dormi abraçada com Jimmy, que chorava junto comigo, pois ela era avó de coração dele também. Segunda-feira não fomos à escola. Eu e Jimmy fomos ao hospital com nossos pais e Gabi. Entrou um por um para se despedir. Eu tentava me acalmar para não demonstrar o quanto eu estava sofrendo. Meu avô me abraçou, e eu chorei mais ainda em seus braços. Jimmy entrou antes de mim.

— Vamos, Lu, sua vó está cansada de falar e querem medicá-la. — Meu pai disse, suavemente.

— Vou ser rápida. — Falei, tentando controlar a voz.

Amor Secreto - DegustaçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora