Capítulo 34

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Voltamos para casa, e a Mel estava a própria tranquilidade, balançando aquela barriga enorme de um lado para o outro no estúdio de dança. O Jey, formado em administração, era nosso anjo da guarda, organizando tudo e nos enchendo de ideias para aumentar a renda mesmo traballhando em outro lugar. Foi então que resolvi ligar para a Liz.

— Oi, amorzinho! — A voz alegre da Liz soou do outro lado da linha, contagiante como sempre.

— Liz, te liguei para falar de negócios! — Fui direto ao ponto, mal contendo a empolgação.

— Olha, pode falar.

— Sabe aquele galpão desativado lá dos fundos?

— Sim...

— O Jey teve uma sacada genial sobre ele! Acho que, se colocarmos em prática, podemos dobrar a renda! Que que você me diz?

— Amorzinho, já te falei que você tem carta branca! — A Liz respondeu, com a confiança de sempre. — Você é a manda-chuva lá dentro, é tudo seu!

— Tem certeza? Porque eu vou reformar tudo!

— O estúdio é seu, eu sou apenas a sócia minoritária. Se precisar usar o dinheiro da minha parte, pode usar!

— Não, não! Vou continuar depositando sua parte, que depois dessa reforma vai aumentar! E acho que vou chamar o Jey para trabalhar só conosco.

— Acho muito bom ver vocês todos juntos. Sei que essa escola vai ficar cada vez melhor!

— Vai sim! Agora preciso te deixar, tenho que fazer umas ligações. Manda um beijo para o papai.

— Mando sim.

— Ah, e quero vocês aqui para a inauguração do espaço!

— Me avisa uma semana antes!

— Pode deixar!

. . .

Estávamos em casa, largados no sofá, assistindo a um filme e divagando sobre o novo espaço, quando o Tay soltou um grunhido:

— Tô com fome! Quer comer alguma coisa?

— Quero, mas deixa que eu faço!

— Vou com você, quero fazer uma coisa que tô com vontade!

Seguimos para a cozinha em meio a cócegas e brincadeiras. Taylor pegou um miojo, e eu o encarei, chocada.

— Que foi? Faz tempo que não como miojo!

— Sei, você acha que eu não conto os pacotes? — Provoquei, rindo.

Ele riu de volta, preparou o miojo dele, e eu fiz ovos mexidos com tomate e manjericão. De repente, o Tay começou a fuçar nas prateleiras.

— O que procura, amor?

— Aqueles Bis de limão... Eu sei que tá aqui em algum lugar...

Fui até a gaveta e peguei.

— Esses?

— Isso aí! — Ele pegou alguns Bis e quebrou em cima do miojo. — Delícia!

— Tá de brincadeira comigo, né? — perguntei, sentindo um enjoo repentino me embrulhar o estômago.

— Me deu vontade! — Ele colocou uma garfada na boca. — Hummm, você tem que experimentar!

— Não, valeu. Nunca fui fã de misturar doce com salgado.

Comi meus ovos sem sequer olhar para o prato dele. Meu telefone tocou. Era o Jey.

— Oi, Jey?!

— Vai nascer! — gritou ele, a voz transbordando euforia do outro lado da linha.

Amor Secreto - DegustaçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora