parte 2 capitulo 2

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—... Ali, as estrelas da nossa escola! — disse Jey, apontando para Maia e Mel, enquanto conversavamos com os jurados.

— Oi, me desculpem o atraso, hoje foi o primeiro dia de aula dos nossos pequenos. — Mia se desculpou, apertando as mãos dos jurados, com aquele sorriso encantador que desarma qualquer um.

. . .

A escola de dança estava pulsando. Gente do mundo todo, uma verdadeira Babel de ritmos e sonhos. Nossa escola é famosa em outros países, e muita gente sonha com uma vaga aqui; crescemos muito, e isso me enche de orgulho. Como sempre, eu e Mia abrimos o festival de dança, mostrando o que sabíamos, nossa sincronia perfeita, fruto de anos de parceria e amor. Já formamos muita gente, e a maioria se torna profissional. De repente, no meio da euforia, Mia me roubou um beijo e me puxou para o armário de limpeza mais próximo.

— Só queria te dar um beijo! — disse ela, pulando e encaixando as pernas em meu quadril, seus olhos brilhando.

— Está... feliz! — falei entre os beijos, sentindo a energia dela.

— Demais! Olha a quantidade de repórteres, Liz vai ficar muito orgulhosa de nós.

— Quero dançar com você essa... — Comecei, a voz rouca de desejo.

— Mais tarde no nosso quarto, podemos mandar a Luna e o Gabi para a casa dos dindos. — disse ela, com um olhar malicioso que me fez arrepiar.

— Sem dúvida, hoje é noite de dormidão na casa dos dindos.

— Não esquece, vocês têm que ir buscar os pequenos.

— Como foi? — perguntei, curioso sobre o primeiro dia.

— Saímos orgulhosas deles, os dois foram umas das poucas crianças que não espernearam para entrar.

— Estamos fazendo um bom trabalho. — afirmei, sentindo um orgulho imenso de nós.

— Estamos sim, dá até para fazer outro... — Ela sorriu, e eu não podia acreditar na ousadia.

— Vamos treinar então! — falei, passando as mãos por aquelas coxas deliciosas, imaginando a noite que teríamos.

. . .

Eu e Jey tivemos que sair na surdina do festival para ir buscar nossos pequenos. Chegamos antes da hora, e logo encontramos alguns colegas da velha escola.

— Mas vejam só se não são os capitães! — disse Riller, com aquele sorriso de sempre.

— E aí, Riller! — cumprimentou Jey, dando um meio abraço.

— Mas o time está se formando! — disse Rômulo, observando ao redor.

Quando percebemos, tínhamos uns seis do nosso antigo time ali, todos com filhos na escola. Era uma loucura! As crianças saíram gritando quando deu o sinal, uma avalanche de pequenos correndo em direção aos pais. Cada um pegou o seu filho, e Riller tinha gêmeos, iguais a ele.

— Pai, você veio?! — disse um dos gêmeos do Riller, surpreso.

— Fugi do treino para pegar vocês no primeiro dia. — Riller respondeu, sorrindo.

— O que houve com seu rosto, Jim? — perguntou Jey, se abaixando para olhar meu afilhado. Fui ver também.

— Ele brigou com o Augusto! — disse Luna, já entregando o irmão.

— Augusto, fala sério, Guto?! — Riller saltou, incrédulo. — No primeiro dia, garoto?!

— Calma, Riller, são só crianças! — disse Jey, tentando apaziguar.

Amor Secreto - DegustaçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora