—... Ali, as estrelas da nossa escola! — disse Jey, apontando para Maia e Mel, enquanto conversavamos com os jurados.
— Oi, me desculpem o atraso, hoje foi o primeiro dia de aula dos nossos pequenos. — Mia se desculpou, apertando as mãos dos jurados, com aquele sorriso encantador que desarma qualquer um.
. . .
A escola de dança estava pulsando. Gente do mundo todo, uma verdadeira Babel de ritmos e sonhos. Nossa escola é famosa em outros países, e muita gente sonha com uma vaga aqui; crescemos muito, e isso me enche de orgulho. Como sempre, eu e Mia abrimos o festival de dança, mostrando o que sabíamos, nossa sincronia perfeita, fruto de anos de parceria e amor. Já formamos muita gente, e a maioria se torna profissional. De repente, no meio da euforia, Mia me roubou um beijo e me puxou para o armário de limpeza mais próximo.
— Só queria te dar um beijo! — disse ela, pulando e encaixando as pernas em meu quadril, seus olhos brilhando.
— Está... feliz! — falei entre os beijos, sentindo a energia dela.
— Demais! Olha a quantidade de repórteres, Liz vai ficar muito orgulhosa de nós.
— Quero dançar com você essa... — Comecei, a voz rouca de desejo.
— Mais tarde no nosso quarto, podemos mandar a Luna e o Gabi para a casa dos dindos. — disse ela, com um olhar malicioso que me fez arrepiar.
— Sem dúvida, hoje é noite de dormidão na casa dos dindos.
— Não esquece, vocês têm que ir buscar os pequenos.
— Como foi? — perguntei, curioso sobre o primeiro dia.
— Saímos orgulhosas deles, os dois foram umas das poucas crianças que não espernearam para entrar.
— Estamos fazendo um bom trabalho. — afirmei, sentindo um orgulho imenso de nós.
— Estamos sim, dá até para fazer outro... — Ela sorriu, e eu não podia acreditar na ousadia.
— Vamos treinar então! — falei, passando as mãos por aquelas coxas deliciosas, imaginando a noite que teríamos.
. . .
Eu e Jey tivemos que sair na surdina do festival para ir buscar nossos pequenos. Chegamos antes da hora, e logo encontramos alguns colegas da velha escola.
— Mas vejam só se não são os capitães! — disse Riller, com aquele sorriso de sempre.
— E aí, Riller! — cumprimentou Jey, dando um meio abraço.
— Mas o time está se formando! — disse Rômulo, observando ao redor.
Quando percebemos, tínhamos uns seis do nosso antigo time ali, todos com filhos na escola. Era uma loucura! As crianças saíram gritando quando deu o sinal, uma avalanche de pequenos correndo em direção aos pais. Cada um pegou o seu filho, e Riller tinha gêmeos, iguais a ele.
— Pai, você veio?! — disse um dos gêmeos do Riller, surpreso.
— Fugi do treino para pegar vocês no primeiro dia. — Riller respondeu, sorrindo.
— O que houve com seu rosto, Jim? — perguntou Jey, se abaixando para olhar meu afilhado. Fui ver também.
— Ele brigou com o Augusto! — disse Luna, já entregando o irmão.
— Augusto, fala sério, Guto?! — Riller saltou, incrédulo. — No primeiro dia, garoto?!
— Calma, Riller, são só crianças! — disse Jey, tentando apaziguar.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Amor Secreto - Degustação
RomanceNum palco onde a vida imita a dança, Maia é uma jovem bailarina que se equilibra entre os passos tortuosos de um passado familiar conturbado e a busca incessante por seu lugar no mundo. Enquanto lida com a redescoberta de um amor de infância, Jonas...
