parte 2 Capítulo 24

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Luna

Saí da sala de reuniões mais leve, a ponto de girar pelo corredor vazio, sentindo a liberdade da dança me invadir. Eu precisava por as sapatilhas e...

— Aí! — falei, ao bater a bunda no chão.

— Mil perdões, juro que não vi você! — o rapaz estava levantando do chão e pegou minha mão, me ajudando a levantar.

— O que faz aqui? — perguntei, preocupada, quando vi que era o filho daquela Janes.

— Vim fazer aula com seu pai! — ele beijou minha mão, um gesto elegante que me pegou de surpresa. — Não me apresentei, sou Derick.

— Sou... — comecei.

— Luna, eu lembro, você é inesquecível — ele me interrompeu, com um sorriso.

— Já encontrou meu pai? — perguntei, a mente ainda processando a situação.

— Ainda não, eu estava dando uma olhada por aí — ele respondeu.

— Ele está na sala de reuniões, fim do corredor — o informei.

— Pode me levar? — ele pediu, com um charme que me desarmou.

— Claro! — respondi.

Ele caminhou ao meu lado, e o silêncio foi quebrado por ele.

— Queria te pedir desculpas pelo modo como agi na competição — Derick disse, a voz sincera.

— Sinceramente, Derick, eu fui só para me divertir, ganhar o segundo lugar foi só uma consequência — revelei, sentindo a leveza em minha resposta.

— Mas não foi justo — ele insistiu.

— Não se preocupe — o tranquilizei.

— Não fui eu quem fez as regras, minha mãe é que fez os trâmites dela... — ele tentou se explicar.

— Não precisa me explicar nada — o interrompi, não querendo prolongar o assunto.

Ao chegar à porta, ouvi os risinhos de meus pais lá dentro. Devem estar namorando. "Para, Tay, vão nos ouvir..." 

— Hãmm... Que tal eu te mostrar a escola? Acho que meu pai está meio ocupado — sugeri, um sorriso maroto nos lábios.

— Percebi, eu adoraria que me apresentasse a escola — ele respondeu, aceitando a proposta.

Mostrei tudo a ele, praticamente no piloto automático, a cabeça cheia de pensamentos.

— Quer ir almoçar comigo mais tarde? Ainda não conheço a cidade... — ele perguntou, sua voz suave.

— Eu acho que vou almoçar com meu irmão — respondi, tentando escapar.

— O seu namorado também faz aula aqui? — ele perguntou, um tom de curiosidade.

— Ele não é mais meu namorado! — A raiva subiu pela garganta, a dor ainda fresca.

— Sinto muito, eu... Não sabia — ele se desculpou, a surpresa em seu rosto.

— Olha, vou te levar à sala do meu pai e você fica esperando lá, está bom?! — falei, a voz embargada pela emoção.

— Eu não quis te ofender... — ele começou.

— Não ofendeu — o cortei.

Ao me virar, me dou de cara com Ethan, que segurou-me pelos braços para eu não cair. Ao mesmo tempo que senti um arrepio na pele, a mágoa veio junto, um nó em meu estômago.

— Lu... — ele chamou, a voz baixa.

— O que faz aqui? — perguntei, a raiva crescendo.

— Eu preciso conversar com você... — ele implorou.

Amor Secreto - DegustaçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora