parte 2 capitulo 4

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Segundo ano do High School.

Jimmy

— Este ano eu quero uma tatuagem! — falei na mesa do café da manhã, jogando a bomba. Meu pai levantou o olhar direto para a mamãe. Ela é quem manda em casa, sempre foi.

— Bom, eu acho... Interessante. E o que iria fazer? — Mamãe perguntou, com uma sobrancelha arqueada.

— Um sol!

— Por que um sol? — Essa era a pergunta capciosa.

Eu não ia dizer que tenho um amor secreto que gostaria que ela soubesse que eu sei que tenho um "sol" por mim. Humm... Escolhi nem a mentira e nem a verdade, meio termo.

— Eu gosto de pensar que tem um sol só para mim, onde eu fico rodopiando à sua volta como se eu fosse a terra dançando para o sol.

— Isso é... Bonito! — disse meu pai, parecendo genuinamente tocado.

— Tudo bem, mas vamos escolher um tatuador a dedo, não quero você fazendo com o primeiro que vê pela frente. — Mamãe cedeu, mas com condições.

— Sério?! — Meus olhos brilharam.

— Contanto que não tatue a cara...

— Não, né, pai. — respondi, rindo.

— Bom dia, família! — disse o dindo, entrando pela porta, sempre animado.

— Dindo, ganhei uma tattoo de aniversário! — falei contente.

— Não deixe a Luna saber disso, ela vem me azucrinando para eu pedir para Mia, porque ela tem medo de perguntar. — Ele sussurrou para mim, rindo.

— E perguntou?

— Não sou louco! Kkkkk — Ele riu, e minha irmãzinha vinha descendo as escadas, esfregando os olhos, uma fofura.

— Dindo? — Jessy chamou, com a voz sonolenta.

— Oi, princesinha. — Ele a abraçou e me olhou. — Então, campeão, vim te buscar para a gente ir para o jogo.

— Pai, vai conseguir ir mesmo? — perguntei, a esperança brilhando nos meus olhos.

— Prometo chegar antes do primeiro tempo acabar.

— Mãe?! — chamei.

— Eu e sua dinda vamos dar uma fugida em horários intercalados, como prometido. — ela disse, e meu coração se encheu de alegria.

— Ok! — Dei um beijo na minha irmãzinha e acompanhei o Dindo. Ele ia me levar e levar a Luna, que é a líder das líderes de torcida.

— Conseguiu? — perguntou Lu, me olhando com a expectativa. Olhei para o Dindo, e ele virou os olhos e sorriu.

— Não! — falei, fazendo sinal de positivo com o polegar atrás das costas para ela.

— Pai?! — Luna chamou, irritada.

— É com a sua mãe! — saltou ele, se esquivando.

— Aff...

. . . 

Estávamos perdendo por um triz. O jogo estava tenso, e Augusto estava mal naquele dia, o que me irritou profundamente. Ele era nosso guardião na linha ofensiva.

— Porra, cara, tu tem que me proteger, meu... — Gritei para ele no meio do campo.

— Acha que eu estava fazendo o que, otário?! — ele me empurrou de volta, a raiva fervendo em seus olhos.

Amor Secreto - DegustaçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora