Depois dali, Jey foi nos buscar. O caminho de volta para casa foi embalado pela indignação de Taylor. Ele não se conformava com a minha decisão de ter "deixado por isso mesmo". Jey, notando a tensão, pegou minha mão e a beijou com carinho.
— Essa é a minha garota! — disse Jey, um brilho divertido nos olhos. — Se acostume com isso, Taylor, o coração dela é tão grande que não sei como cabe no peito!
— Você também, Jey! — respondeu Taylor, um sorriso grudando nos lábios. — Obrigado por tudo!
— Não se esqueça: eu sempre vou protegê-la. Então, não vacile com minha irmã! — Jey alertou, com um tom de brincadeira que não escondia a seriedade.
— Pode deixar, cunhado! — Taylor brincou de volta, e o clima ficou mais leve.
. . .
O palco de Londres era nosso. No final do campeonato de Kizomba, minhas sapatilhas vermelhas roubaram a cena.
"Em sua última e fantástica apresentação, chamamos ao centro Taylor Blackwood e sua parceira na vida, no trabalho e na dança: Maia Cooper!"
— Vamos transar! — sussurrei para ele, o arrepio da emoção percorrendo meu corpo enquanto a música começava.
— Vamos fazer amor! — ele corrigiu, o olhar intenso, e a promessa de paixão se fez no ar.
Levamos o troféu para casa e o prêmio em dinheiro. Com o primeiro lugar, nosso nome ecoou entre os dançarinos. Convites para outros eventos pipocaram. Conhecemos Mel, uma professora de Street Dance, em um momento inesperado. A encontrei chorando no banheiro de um workshop, e ali, entre lágrimas e desabafos, nasceu uma conexão. Aproveitei para convidá-la a dar aulas comigo na Flor de Liz. Ela aceitou na hora. Dei a ela o telefone da Liz, o endereço e ainda ofereci nosso apartamento como porto seguro até ela se estabelecer. O carisma dela me conquistou.
Nossas férias foram um verdadeiro turbilhão de emoções e descobertas. Passamos o Natal nas ruas, distribuindo brinquedos e comida em um Natal comunitário. O Ano Novo foi nosso, apenas nós dois, brindando ao nosso amor e virando a página do calendário na cama, em um momento só nosso. No México, mergulhamos em cursos intensivos de salsa. De lá, pegamos um voo para a França, onde Taylor se jogou de cabeça nos cursos de Street Dance comigo. Em cada passo, em cada ritmo, nos acompanhamos, explorando shows e competições. Voltamos para casa com tantos certificados que mal cabiam em uma parede, e ainda nos restavam duas semanas de férias.
— Tay, quero relaxar essa última semana, de preferência num lugar com sol. Vamos passar o ano entre estudo e trabalho! — sugeri, exausta, mas com a alma leve.
— Já sei onde vamos! — Ele respondeu, com um brilho misterioso nos olhos.
A França estava fria, mas Taylor tinha um plano: Hawaii. Ao chegarmos lá, a certeza nos invadiu: nossa vida era a dança! Nos apaixonamos pela Hula, a dança local, e pagamos para os nativos nos ensinarem seus segredos. Voltamos para casa com as bagagens não apenas cheias de lembranças, mas repletas de uma experiência inesquecível de cada canto que exploramos.
. . .
Dois dias depois de voltarmos, a Flor de Liz nos esperava. A escola estava fechada há quase três meses. Limpei o chão da minha sala com a ajuda de Taylor, sentindo a energia do lugar nos abraçar novamente.
— Acho que não preciso mais me esconder! — falei, indo tirar o papel pardo que cobria os vidros da vitrine.
— Espera! — Taylor me puxou pela mão e, ali mesmo, na pista de dança, começamos a dançar. A excitação não era só pelo fato de estarmos a sós, mas pela ideia de fazer amor naquele lugar onde nossas vidas se conectaram. A dança virou preliminar.
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Amor Secreto - Degustação
RomanceNum palco onde a vida imita a dança, Maia é uma jovem bailarina que se equilibra entre os passos tortuosos de um passado familiar conturbado e a busca incessante por seu lugar no mundo. Enquanto lida com a redescoberta de um amor de infância, Jonas...
