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O rei, o rato, os dois Pevensie, a Ketheleen e Eustáquio entraram no bote e foram levados à praia de Felimate

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O rei, o rato, os dois Pevensie, a Ketheleen e Eustáquio entraram no bote e foram levados à praia de Felimate.

– A frente a emoção do desconhecido nos espera! – exclamou Ripchip

– Não podiam ter esperado até de manhã? – resmungou Eustáquio

– Não há honra em dar as costas para a aventura rapazinho – explicou o rato

Quando o bote os deixou e voltou, olharam em torno: ficaram surpresos ao ver como o Peregrino parecia pequenino. Mia continuava descalça desde aquele momento, e nem sentia mais a necessidade de calçar alguma bota, era formidável a sensação de pisar no chão firme novamente e de sentir o cheiro da terra e da relva, ainda que a princípio o terreno parecesse balançar como no barco, o que acontece normalmente durante algum tempo, depois de uma viagem por mar. Era mais quente ali do que à bordo, e Mia gostou de pisar na areia. Uma cotovia cantava bem ao longe.

– Escutem – disse Lúcia – Cadê todo mundo?

– Isso não me cheira bem – afirmou Mia e olhou apreensiva para Edmundo

– Me dê logo essa mão rapazinho! – disse Ripchip a Eustáquio que teimava a não aceitar sua ajuda

– Eu consigo sair sozinho – disse segundos antes de tropeçar em um dos degraus

– E é parente de sangue de vocês? – perguntou Caspian com desdém

Mia seguiu um pouco mais a frente dos outros, segurando com receio sua espada enquanto Caspian se aproximava dela com a balestra. Subiram um monte escarpado e olharam para o peregrino, reluzente no mar, como um grande inseto brilhante. Então, o sino tocou, e assustados eles se viraram num pulo enquanto esperavam algum sinal de perigo. Mia recuou para trás, e decidiu ficar próxima à eles, não que estivesse com medo, mas não queria correr o risco de se separar, principalmente de Edmundo. Pela primeira vez na vida depois de todo que já tinha vivido em Nárnia, suas mãos suaram e quase derrubou sua espada sentindo calafrios percorrer o seu corpo. Edmundo percebeu a apreensão da garota, e apenas pegou em uma de suas mãos na tentativa de fazê-la sossegar. As gaivotas guincharam fazendo um barulho ensurdecedor.

– Ripchip – chamou Caspian – Fique aqui com os homens de Drinian e protejam o lugar. Nós vamos entrar, se não voltarmos ao amanhecer, mande nos procurar

– Sim majestade – disse Ripchip e saiu saltitando por cima das quatro patas em direção aos outros marinheiros 

Os cinco caminharam por entre aquele lugar que mais parecia abandonado, e se soubessem o quanto a decisão de embarcar primeiramente em Felimate em vez de contornar a baía de Durne poderia ser inconsequente, com certeza não teriam sugerido essa ideia, se bem que de modo lhes pareciam excelente. Felimate tinha um ar deserto, aparentemente nenhum sinal de vida, a não ser quando Eustáquio espiou por uma fresta e viu uma família assustada em um ambiente nada agradável.  

O BATER DE ASAS DAS BORBOLETAS | Edmundo Pevensie x OCOnde histórias criam vida. Descubra agora