LXI

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#mymfanfic


Juliana

Trancada em um carro com a última pessoa que eu gostaria de estar perto. E com Harry sabendo de tudo. Eu gostaria de saber como ele ficou sabendo, porque não deixamos isso claro em momento algum, mas, de alguma forma, ele sabe. E decidiu que nos trancar no carro é a melhor forma de resolver a situação.

Harry é tão inteligente, mas em alguns momentos ele simplesmente é burro de um jeito impossível de se defender.

O clima está tenso, claro, impossível não estar. Samuel está virado para frente e eu estou olhando pela janela para a rua que não tinha muito movimento por causa do frio que está fazendo. As pessoas têm mais o que fazer do que estar na rua no domingo tão cedo logo depois do feriado de Ação de Graças. A única parte boa de estar no carro e não na rua é que aqui o aquecedor continua funcionando e não deixando que eu morra de frio.

Samuel respirou fundo, suspirou e se mexeu no banco fazendo mais barulho do que o necessário, provavelmente querendo atenção, mas não terá. Já gastei muito d...

Ele pulou para o banco de trás. Samuel literalmente pulou pra cá.

- Que diabos você está fazendo? – perguntei quando ele se sentou de forma correta, depois de se contorcer para trocar de lugar.

- Vindo resolver a situação para podermos ir embora, já que Harry não vai nos deixar sair daqui se isso não estiver resolvido.

- Então vai pedir desculpas por ter sido um otário? – perguntei debochada e ele rolou os olhos, bufando em seguida.

- Eu não sou o único que tem que pedir desculpas.

- E você acha que eu preciso pedir desculpas pela sua camisa? Eu não tive culpa, eu estava dançando e você simplesmente esbarrou em mim, seu idiota!

- Não, Juliana, você tem que me pedir desculpas por outra coisa.

- Pelo quê? Não te fiz nada, garoto, se toca.

- Você simplesmente partiu meu coração com aquelas palavras naquele dia, Juliana. Você me tratou feito um lixo, como se fosse a pior coisa do mundo estar perto de mim ou comigo. A forma como você falou me machucou e eu não gostei, você não usou o tom de implicância que a gente tem, foi sincero. Se você não queria um filho, ótimo, não é algo que estava nos meus planos pra agora também, mas acho que você poderia ter sido menos grossa, porque aquele "não posso ter um filho seu", me machucou. Porra, qual o problema? Nós estávamos nos beijando e transando sempre!

- Eu não falei nada disso.

- Falou sim. Você disse exatamente essas palavras, depois fez parecer que o que a gente tinha era algo criado só na minha cabeça, como se você nunca tivesse feito parte do que estava acontecendo. Eu sei, você estava estressada com a possibilidade de ter um filho e como isso impactaria na sua vida, mas não precisava ter falado daquele jeito e descontado em mim.

- Ah, então vamos falar sobre descontar frustrações nos outros. – falei de forma debochada e Samuel rolou os olhos.

- Porra, dói se você admitir que está errada? Que poderia ter sido um pouco mais sensível e não uma idiota sem coração e que não pensa nos sentimentos alheios?

- Dói do mesmo tanto que você assumir que fez ainda pior?

- Desculpa, Juliana. – Samuel falou, mas seu tom não era nem um pouco convincente de que ele estava mesmo arrependido.

- Você nem está arrependido mesmo, Samuel, deve mesmo achar que eu quero alguma glória com o que faço e deve achar que eu parei meu carro naquele dia para poder ter algo para usar contra você, quando não foi nunca meu objetivo.

Make You MineHistórias para pegar e não largar. Descubra agora