Jukhen Silverheart está prestes a adentrar em um novo mundo repleto de desafios monumentais e consequências de peso. Ao perceber que possui habilidades além da capacidade humana, ele é forçado a deixar para trás sua cidade natal e é enviado para o C...
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Se eu pudesse usar apenas uma palavra para definir meu estado de espírito neste momento, seria "puto". E, francamente, isso não é algo incomum. Ao longo da minha vida, inúmeras coisas me trouxeram a esse ponto. Lembro-me de Max, aquele infeliz, roubando minha mochila como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ou Íris, defendendo um dos seus namorados, mesmo depois de Kazuya, Alice e eu termos testemunhado com nossos próprios olhos a traição dele. Mas não, ela escolheu acreditar nele, alguém que conhecia havia apenas algumas semanas, ao invés de confiar em seus amigos de anos... em mim, na própria irmã. E, claro, o relacionamento terminou logo depois que ela descobriu que estávamos falando a verdade o tempo todo. Ironias da vida.
Eu balancei a cabeça, tentando afastar esses pensamentos, ainda que o aperto no peito fosse inevitável sempre que Íris invadia minha mente. Era um nó que se formava dentro de mim, uma mistura de raiva e saudade, ambos me corroendo por dentro. Precisava parar de me atormentar com isso, da mesma forma que precisava parar de me culpar por tudo o que aconteceu no meu aniversário. Mas como ignorar? Como esquecer que Jake morreu na minha frente porque eu fui fraco demais para resistir à manipulação de um lunático? A sensação de impotência me sufocava. Não havia como fugir da culpa, não quando três pessoas perderam a vida diante dos meus olhos e eu... simplesmente assisti.
Mas isso mudaria. Tinha que mudar. Eu não permitiria que esse ciclo se repetisse. Suspirei, exasperado, enquanto arqueava meu corpo para frente, apoiando-me no chão. Meus músculos tremiam enquanto eu me esforçava ao máximo para manter o tronco alinhado, sentindo a queimação no abdômen aumentar a cada repetição dos exercícios. O suor escorria do meu rosto, como se quisesse expurgar cada mágoa acumulada no peito. Meu corpo estava exausto, e eu ainda sem camisa, sentia cada gota de suor se misturar com a ardência da pele, mas o desconforto físico não era nada comparado ao inferno mental em que eu vivia.