Jukhen Silverheart está prestes a adentrar em um novo mundo repleto de desafios monumentais e consequências de peso. Ao perceber que possui habilidades além da capacidade humana, ele é forçado a deixar para trás sua cidade natal e é enviado para o C...
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Outra tempestade se aproximava da cidade dos cristais, e a atmosfera estava carregada com uma tensão quase palpável. Embora não fosse incomum para o mês de agosto trazer invernos rigorosos, a intensidade da tempestade era alarmante. Em menos de uma semana, a cidade já enfrentava dois eventos climáticos desse tipo, e os cidadãos, em um misto de temor e prudência, decidiram que era melhor se manterem em casa. Os raios cortavam o céu em zigue-zague, iluminando a escuridão como se um leão estivesse rugindo, pronto para espantar suas presas.
Jukhen, com os olhos azuis arregalados, despertou de um torpor. Embora o veneno em seu corpo não o incomodasse de imediato, a fome começava a se transformar em um estorvo insuportável. Ele suspirou, revirando os olhos, e se forçou a afastar esses pensamentos. O momento exigia foco. A porta se abriu com um rangido, revelando Kaye, que exibia um sorriso pestilento, repleto de malícia.
— Chegou o dia, Jukhen. Uma pena que você não vai poder ver o show acontecer. — Kaye levantou a mão direita e, com dois tapas fracos, atingiu o rosto do Herdeiro de Ryousei, que o encarou com uma fúria silenciosa.
— Não faça essa cara. Vou voltar rápido. Só preciso matar minha sobrinha e depois volto.
— Te vejo daqui a pouco, então. — Jukhen respondeu, com a voz endurecendo a cada palavra, um reflexo de sua indignação.
Kaye estava vestido de forma ostentosa, uma camisa preta por cima de um blazer também negro, calças de grife e sapatos estilosos que haviam pertencido ao falecido Jacob Hughes Summers. Era um olhar disfarçado de sofisticação, mas Jukhen sentia o desprezo por cada escolha de vestuário que Kaye fazia. A cena do homem se afastando para soltar Sabrina, como se o ato de brutalidade fosse apenas mais uma tarefa do dia, deixou uma sensação de repulsa no ar.
Ao descerem as escadas, Sabrina notou o ambiente ao redor e a mansão de sua família. A tensão cresceu à medida que Kaye a guiava até o carro que havia solicitado. A missão deles era clara: a vingança contra os Warriors e a recuperação dos gêmeos. Enquanto isso, Michael ficara no casarão para vigiar Jukhen.
Assim que chegaram ao instituto, notaram que, ao contrário do centro da cidade, ali não chovia. O quarteto marchou em linha reta até o pátio, onde Ashley, Chloe e Yumi aguardavam sua chegada. O clima era pesado, carregado de uma expectativa insuportável.
— Ora, ora, ora! Três contra quatro? Não é muito justo, não? — Remiel zombou da situação, arrancando uma risada irônica da Sullivan, que mal escondia sua determinação.
— Nenhum de nós se importa com isso. Vamos ser diretos aqui, loirinha. Onde estão meus sobrinhos? — A voz de Morgana era cortante, repleta de uma confiança implacável.
— Achou mesmo que seríamos tão idiotas a ponto de deixá-los aqui? — Yumiko tomou a frente, desafiando a mulher poderosa, e os outros três riram da ousadia da garota.
— Quer mesmo morrer, sua cadela? — Morgana sorriu maldosamente, enquanto o semblante de Yumiko se mantinha firme, mesmo diante da provocação.
— Pelo visto, é você quem quer... Eu disse que não te mataria, e você tem a coragem de mostrar seu rosto feio para mim de novo? — Ashley provocou, desafiando o olhar psicótico da bruxa do magnetismo.