Capítulo Vinte e Sete: Revanche

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Um parque infantil, normalmente cheio de risos e correria, estava vazio naquela tarde

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Um parque infantil, normalmente cheio de risos e correria, estava vazio naquela tarde. Não havia pais supervisionando seus filhos nas brincadeiras, nem mães sentadas em bancos trocando conversas leves. Era um cenário que normalmente seria pacífico, mas, naquele momento, apenas duas figuras ocupavam o local: eu e um maldito psicopata, presos em uma tensão palpável.

Eu observava a cena com uma mistura de desprezo e impaciência. Para mim, a presença do adolescente à minha frente era simplesmente patética. A arrogância daquele garoto era quase cômica, mas também irritante. "Será que ele realmente acredita que pode me ameaçar?" Pensei, sentindo uma onda de raiva crescer dentro de mim. Apertei os punhos enquanto lembrava da única lembrança física da minha falecida mãe, que agora não passava de faíscas no ar. Meus dentes rangeram.

— Revanche? — eu ri, uma risada amarga e fria. — Não seja ridículo, Jukhen. Pensei que já tivesse deixado claro que você não é um oponente à minha altura. Se quer me derrotar, continue com sua ideia de usar Ashley. Ela sim, talvez tenha uma chance — zumbrei, meus olhos fixos no garoto que permanecia imóvel, com o som da eletricidade estática crepitando ao seu redor.

Jukhen ergueu o olhar, os olhos azuis faiscando com uma afronta silenciosa. — Talvez... mas levando em conta que você não se livrou de mim por muito tempo, eu diria que você deveria repensar isso, não é mesmo?

A resposta cortante irritou ainda mais, e eu soltei um suspiro exasperado. Já não via utilidade em continuar aquele confronto. Jukhen, em minha visão, havia deixado de ser uma peça lucrativa no grande jogo que eu comandava. Era hora de descartá-lo.

— Está cometendo o mesmo erro de quando lutou contra Scar. Se vangloriando demais... e vai se arrepender disso — avisei, minha voz grave com um toque de ameaça. Eu sabia como Jukhen lutava, já o havia estudado. O garoto sempre esperava o primeiro movimento do oponente, e eu estava pronto para isso.

Mas, antes que pudesse sequer formular um plano, uma dor aguda e inesperada atravessou meu estômago. Instintivamente, minha mão direita agarrou a área atingida, e eu olhei para cima, atordoado. Jukhen estava ali, apenas centímetros de distância, com um olhar fixo e determinado. Como ele havia se movido tão rápido? Mal conseguia processar o que acontecera. Sem perder tempo, tentei retaliar com um soco, mas meu golpe foi facilmente interceptado. Jukhen agarrou meu pulso com precisão e me empurrou com o cotovelo no peito, fazendo-me cambalear para trás.

Eu estava surpreso — pela primeira vez em muito tempo, alguém havia quebrado minha postura calculada. Mal tive tempo de me recompor antes de ser atingido por um soco coberto de eletricidade, que me jogou violentamente ao chão.

— Esse foi só o primeiro golpe — Jukhen declarou, sua voz carregada de uma confiança recém-descoberta. — Antes de decidir o que faremos com você, vou devolver com juros o que você fez comigo.

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