3 - Juramento Parabatai

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Jace

"Rogo não deixá-lo ou voltar após seguí-lo"

Jace estava perdido. Havia saído com seu pai, tentando chegar a algum lugar seguro. Eram caçadores de sombras que viviam em Idris até o início da rebelião, mas foram enviados para Nova York para ajudar nos resgates. Passaram pelo portal para chegarem até o instituto de Nova York mas alguma coisa aconteceu durante o trajeto e eles foram deixados no meio do caos. Seu pai, Stephen, foi obrigado a buscar abrigo em uma casa longe do perigo, para em seguida enviar uma mensagem de fogo informando sua localização aos caçadores do instituto local.

"Pois para onde fores, irei, e onde estiveres, estarei".

Jace estava escondido quando os lobisomens entraram. Eram quatro, mas seu pai lutava contra eles sozinho. Ele já havia treinado, se tivesse alguma arma, poderia ajudar seu pai, mas eles não tinham nada, e seu pai não tinha mais do que duas adagas; não estavam preparados para entrar em confronto direto assim tão rápido.

"Os teus serão os meus, e o teu Deus, o meu Deus".

Jace não chorava. Não conseguia. Mas ao longe ele podia ver uma família inteira. Era a família do homem que havia morrido tentando salvá-lo. Graças àquele homem, ele havia sobrevivido. Robert Lightwood, marido de Maryse Lightwood, pai de Alexander Lightwood e Isabelle Lightwood.

A mulher tinha os olhos marejados, mas sua postura era rígida e distante. Ela tentava a todo custo impedir que as lágrimas caíssem, e Jace não duvidava que ela conseguiria apenas com a força de vontade. O menino, Alexander, chorava silenciosamente, as lágrimas desciam fortes e o corpo balançava em soluços, mas ele não emitia um único som. Jace o admirava. Queria conseguir sentir a morte do pai e demonstrar a mesma força que aquele garoto demonstrava. Desde que viu seu pai sendo destroçado, Jace não conseguia sentir muita coisa. Ele assistiu parado enquanto o pai morria e não conseguiu ajudá-lo. Não tinha chorado; não tinha o direito de chorar. Era um fracasso como caçador. Tinha certeza que se Alexander estivesse lá, teria lutado.

"Onde morreres, eu morrerei, e lá serei enterrado. O anjo o fez para mim. Nada, senão a morte partirá a mim e a ti".

Alec tinha todo direito de odiá-lo, mas não parecia ser o caso. Eles se tornariam Parabatai em poucas horas. Jace deveria proteger Alec acima de tudo, até de si mesmo.A vida de Alec, a partir daquele momento lhe seria mais preciosa que a própria vida. Morreria antes de deixar que qualquer coisa acontecesse ao seu Parabatai.

"Nada, senão a morte partirá a mim e a ti".

O feiticeiro levaria Alec. Ele não podia permitir aquilo.

-Leve a mim - Jace gritou, mas o feiticeiro já havia apagado Alec com algum feitiço. Ele sentia através da ligação Parabatai que Alec não sentia dor, mas não podia permitir que fosse levado.

"Nada, senão a morte partirá a mim e a ti".

O feiticeiro o libertou, mas ele correu na direção deles com sua espada na mão. Tiraria Alec deles a qualquer custo.

"Nada, senão a morte partirá a mim e a ti".

-Ei! Você está acordando. Quase pensei que aquele cara tinha te matado.

Jace sentou subitamente e sentiu a cabeça girando. Sua têmpora latejava com a dor. Provavelmente tinha batido com força quando o feiticeiro o jogou longe. Ele só pôde olhar, semiconsciente, quando o feiticeiro de garras andava para longe. Atrás dele e levando Alec flutuando ao lado, iam os outros dois feiticeiros.

Stand Up - MalecHistórias para pegar e não largar. Descubra agora