36 - Frente à frente

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-Somos eu e você agora. O que tem a dizer, Magnus Bane? Sempre soube que você não era quem demonstrava ser - Aldous acusou - um feiticeiro que não valoriza seu povo. Um feiticeiro que defende assassinos como caçadores de sombras.

Aldous se posicionou em sua frente com os dedos faiscando, os cabelos brancos balançavam com a brisa.

Deveria amanhecer logo, pela forma como a escuridão sombria do céu dava lugar à aparência acinzentada que caracterizava o fim da noite, e o inicio de um novo dia.

Mas enquanto isso, era a magia que iluminava a frente da mansão do feiticeiro.

Ele estava tenso, mesmo que Aldous não demonstrasse que atacaria em breve.

Trouxe sua própria mágica à tona.

-Você lembra, Magnus Bane - Aldous balançou nos pés, e um sorriso lento brotou nos lábios ressecados e pálidos - estive acorrentado durante duzentos malditos anos. E antes disso, vivíamos desprezados por esses que se dizem filhos do anjo. Onde Raziel estava quando os massacramos? Raziel os abandonou, e eles mantêm essa soberba para esconder o quanto são criaturas pequenas e mesquinhas - Aldous deu um passo à frente - E agora, eu vou fazer o mesmo. Esses tolos acreditaram que era possível nos desafiar de novo... e onde estão eles? Estão presos ou mortos, ou enfrentam o pior castigo que um caçador poderia receber: servir a submundanos - Aldous sorriu, escondendo as mãos no bolso inocentemente, convidando-o a ser o primeiro a iniciar o embate.

Não o fez.

Não atacou.

Esperaria o primeiro movimento de Aldous, sabendo que seria fácil demais desperdiçar uma energia desnecessária que poderia der muito útil.

- Ora, Magnus Bane - Aldous prosseguiu - Assinou sua sentença anos atrás, quando teve a chance de ficar ao meu lado. Mas como um ingrato, você se aproveitou de tudo o que eu te ensinei para voltar as costas a mim. O único que o acolheu depois que se libertou, machucado e sozinho. Ao contrário, escolheu salvar aquele que o torturou e humilhou.

Magnus balançou a cabeça em negação.

-Eu queria ser livre, Nix. Ficar ao seu lado nunca foi liberdade. Tudo o que você queria era vingança, enquanto eu queria paz. Não podia continuar vendo o que você estava fazendo e ter paz comigo mesmo. Nunca concordei com seus métodos. Você se deixou levar pelo ódio.

Aldous bufou.

-Como não os odiaria? Tolo seria se não o fizesse - deu um passo à frente, se aproximando, mas Magus permaneceu imóvel - A paz só poderá ser alcançada quando todos eles estiverem mortos

-Você está enganado - o interrompeu, aproveitando e analisando, estátuas, bancos, fontes, qualquer coisa que pudesse ajudá-lo a se proteger de golpes - há um lugar onde nós vivemos em paz. Todos. Todas as criaturas - falou, mesmo que em seu coração já soubesse que Aldous nunca concordaria com isso. Nunca aceitaria uma aliança.

-Ah, sim. Os caçadores que capturei e aquela brincadeira ridícula que chamavam... como? A aliança. Sim, eu posso ver. Aliança de caçadores de sombras e seres do submundo. Uma barbaridade - zombou - Uma hora acabaria. Apenas fiz o favor de destruí-los antes que fossem longe demais.

Magnus revirou os olhos.

-Está enganado se pensa que nos destruiu.

-Então porque está aqui sozinho? Onde estão seus "amigos" agora? Provavelmente se escondendo em algum lugar enquanto você, tolo, morre por eles.

Magnus deu um passo para trás, percebendo que Aldous estava cada vez mais perto, e ele estava cada vez mais próximo de ficar encurralado entre Aldous e a entrada da mansão.

Stand Up - MalecHistórias para pegar e não largar. Descubra agora