Camila Cabello's point of view
Quando cheguei em casa, a primeira coisa que fiz foi arranjar um jarro estreito para colocar a rosa branca, na qual eu fiquei observando durante todo o tempo em que estava na floricultura. Meu trabalho fora completamente esquecido, e, até agora, estava parado na minha escrivaninha.
Como planejado, a loja não abriu hoje, e desde as nove da manhã, minha mãe não estava em casa, o que me proporcionou um tempo para fazer absolutamente nada. Eu estava largada no sofá desde o almoço, maratonando uma série de mistério policial que encontrei no catálogo. Meu olhar, de tempo em tempos, voltava para o jarro repousado em uma mesinha perto da janela, onde eu achei que a rosa iria gostar de ficar, pela circulação de ar e a luz do sol. E sempre que meu celular vibrava, eu me apressava em checar se era a moça das rosas brancas.
Eu não sei ao certo o porquê escrevi meu número de telefone naquele cartão, eu só senti que deveria. E, até agora, às sete e quarenta da noite do sábado, eu não me arrependo de ter o feito, mas me perguntava se a moça o viu ali, porque não tive sinal até então.
Eu pego o telefone novamente, pausando o episódio para checar minhas notificações. Não tinha mensagem. Suspiro fundo, frustrada, e entro mas minhas redes sociais para não fazer aquela viagem ter sido inútil. E é quando eu estou rolando o feed do Instagram que aparece uma mensagem na tela.
Por algum motivo, meu coração dispara, e eu rapidamente entro no aplicativo de mensagens, mas não era a moça. Era Dinah, minha melhor amiga.
DJ: você está em casa?
O descontentamento é visível no meu rosto, e agradeço minha mãe não está ali, pois com certeza perceberia.
Camila: Estou
Por quê?
DJ: Abre a porta, estou aqui.
Franzo o cenho, me erguendo um pouco do sofá para conferir a porta, como se eu fosse conseguir enxergar através da madeira branca. Mas no final, apenas levanto e vou atendê-la. Dinah sempre aparecia em momentos completamente aleatórios. Teve uma vez que ela me mandou uma mensagem pedindo para abrir a porta às duas da madrugada, porque ela perdeu a chave da sua casa na balada, e precisava esperar chegar de manhã para ir ao chaveiro.
Mas confesso que fiquei surpresa quando abri a porta e ela estava toda produzida, com um vestido coladinho vinho, que evidenciava muito bem suas curvas. Um salto, o rosto maquiado e o cabelo preso em um penteado de rabo de cavalo.
- Aonde você vai?!
- Aonde nós vamos, linda - Dinah me deu um beijo na bochecha, e entrou na minha casa.
- Desculpa? - Eu a olhei incrédula, com as sobrancelhas arqueadas, e ela apontou para o celular apagado, com um sorriso enorme no rosto.
- Então, você se lembra da Ashley? Aquela amiga da Normani? - Eu assenti, mesmo que sem ter certeza de que eu realmente conhecia alguma Ashley. - Hoje é aniversário dela, e ela chamou Normani, que me chamou, que estou chamando você.
Eu cruzei os braços, fechando a porta com o pé. Dinah e Normani eram namoradas desde a adolescência, e sempre viviam saindo juntas. Eu ia atrás às vezes, quando era convidada, e sendo sincera, aquele tipo de convite sempre acontecia do nada. O casal conhecia muita gente, então, sempre tinham uma festa ou evento para poder ir.
E não que eu não goste de sair, mas eu estava tão confortável no meu sofá...
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Reasons
FanfictionLidar com os livros fracassando nas vendas após uma polêmica, o saldo da conta bancária caindo cada vez mais, o dono do prédio batendo no seu apartamento com a ordem de despejo em mãos e a vida amorosa indo pior que a saúde mental e física não é fác...
