Capítulo- 15

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— Está frio, melhor entrarmos— Senti seu toque em minha barriga, estremeci em baixo de seus dedos. Eu queria muito mais do que apenas entrar, mas não daria esse gostinho a ele.

— Eu vou entrar na minha casa e você na sua. Já basta sua tentativa de marcar território em mim, se eu entrar com você, serei deserdada.

— Minha casa tem espaço o bastante para você e eu, caso queira— Sorri, mas logo dei um tapa em sua mão, o que o fez soltar meu corpo e recuar dois passos para trás.

James era realmente tentador, eu estava a beira de desistir dessa aposta, mas preciso continuar isso. Pela a minha família, meu lar, eles sempre vão vir em primeiro lugar, não me interessa de o quão tentada por Vicente eu esteja, prometi proteger e dar a vida por cada um deles e é isso que farei.

— Arquitetando planos?— Olhei em sua direção. Mas meus olhos correram pelo seu corpo, parando na coisa dura e marcada em sua calça. Eu tenho réguas por aqui em algum lugar, eu preciso medir isso, eu necessito— Olha, se você quiser ver de perto...

— QUERO!— Gritei sem pensar duas vezes antes de soltar a merda mais comprometedora da minha vida, e Vicente apenas sorriu sarcástico para mim— Calma, também não é assim.

Eu realmente quero ver de perto, mas não tão perto para precisar falar "mãe, me desculpa! Eu tropecei e cai de cara no pau dele". O volume alí prendeu toda a minha atenção, talvez eu possa dar essa desculpa, acho que não seria tão ruim assim. Olhei de novo para o rosto de James, e vi o sorriso de lado que estava em seus lábios, mas em seus olhos, puro desejo brilhava alí.

— Por cima da roupa não quebra as regras— Comecei a caminhar em sua direção, Deus, ele parece ficar mais alto a cada passo que eu dou

Fiquei frente a frente com ele, sua respiração se misturando com a minha, e seus olhos atentos aos meus. Encarei sua boca, ela era tão rosada e carnuda, tão tentadora, parecia clamar pela minha. James subiu sua mão até a minha nuca, seus dedos logo se enroscaram nos meus cabelos, abri um pouco a boca, para puxar ar pela falta de fôlego

— Beijos são liberados, Piccola Dea?

Fechei os olhos com a expectativa do contato de seus lábios macios contra os meus. Senti quando Hacker se aproximou o bastante para que sua respiração pouco ofegante pudesse bater contra o meu rosto. E mesmo estando de olhos fechados, pude sentir o quanto ele se segurava para não me tocar demais, porque se o fizesse, não pararia.

Seus lábios estavam tão próximos de mim, nossos narizes se tocando e sua boca puxando ar, para que James pudesse se manter no lugar. Ele estava fazendo tanto esforço para não se aproximar mais que o limite.

— São, eles são liberados!— Falei com determinação, colocando minha mão direita em seu pescoço e o trazendo para mais perto de mim, se é que isso é possível.

Grudei nosso lábios com força, fazendo assim, com que nosso beijo se tornasse uma briga por controle. Suas mãos grandes exploravam todo o meu corpo com possessividade, nossas línguas lutavam por espaço e meus dedos se enterraram em seus cabelos macios. James segurava minha cintura com força e sua outra mão estava posicionada em minha nuca, me mantendo presa ao seu corpo. Como se eu quisesse sair de seu toque.

Sua mão claramente ficará marcada em minha cintura pela força prazerosa em que está há apertando, o que me faz pensar em quão bela ficaria minha bunda com o formato de sua palma nela. Deus, como eu o quero mais perto, como preciso dele mais perto.

— Se continuarmos eu vou perder o controle, Michel— Senti quando seus dedos pressionaram minha bunda, mas James encheu as mãos e apertou com tanta força que me arrancou um gemido manhoso. E então ele sorriu durante o beijo, mordendo meu lábio inferior em seguida e o puxando com força. Sabia que ele sorriu por sentir um leve gosto se sangue nos meus lábios. Maldita mordida.

— Alyson, cadê você? A mãe está te chamando, ela acha que você foi dar para o...— Escutei a voz de Mattheo e me afastei com rapidez

— Para mim?— Dei um tapa em seu ombro e James sorriu, não um sorriso que chegava aos olhos, mas um de seus sorrisos galanteadores.

— É, para você. A mãe vai te matar...— Mattheo apertou os olhos e nesse momento eu soube, ele estava bêbado e vendo algo que não deveria— ISSO NA SUA BOCA É SANGUE?

— Que susto, pensei que estava falando da tatuagem— Sorri aliviada e depois arregalei os olhos com tanta força que eles quase foram ambora do meu rosto.

— ISSO É A TATUAGEM DE UMA MAFIA RIVAL?— Houve uma pausa, Mattheo apertou mais os olhos para conseguir enxergar bem na distância em que estávamos um do outro.— A MAFIA DELE, ALYSON?

A morte estava cada vez mais próxima.

— Gente, que gritaria é essa?— Lorenzo apareceu no jardim. Eu não sei o que aconteceu depois que eu saí, mas meu irmão estava com o rosto marcado com dois arranhões, cabelos bagunçado e a roupa amassada.

Sim, eu estava começando a sentir o cheiro dela.

— Lorenzo, por que você saiu da cama?— Franzi a testa na direção da minha melhor amiga, que estava descalça e usando uma blusa que definitivamente não era dela

O cheiro estava cada vez mais próximo.

— Todo mundo veio para cá e eu vim também, já que nossos pais se trancaram no quarto dizendo que iam fazer faxina— Vi minha irmã mais nova se aproximar sonolenta, ela estava coçando os olhinhos enquanto falava. Angelina andou até Mattheo e abraçou sua cintura, meu irmão abraçou seus ombros, sabia que ela estava com sono mas que não gostava de ficar muito tempo sozinha

— Tatuagem nova, Aly?— Mel sorriu para mim, e nesse momentos eu tive certeza, o cheiro que eu estava sentindo, era...

- ALYSON MICHEL LANCASTER GREY!

Era morte, o cheiro amargo da morte. Meus lábios secaram e meu corpo congelou no lugar, ouvi os passos de aproximação de todos os meus irmãos, mas me mantive no mesmo lugar em que estava. Hacker estava em alerta, por mais que soubesse que nenhum deles me machucaria, ele ainda não confia naqueles que tem o sangue Michel correndo nas veias.

— Puta merda, vamos ficar sem uma irmã!— Lorenzo estava sério quando disse sua frase.

— Eu fico com o quarto dela—Angelina argumentou com rapidez.

— Uma a menos na herança.

Rose Dans Le CrâneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora