Chapter Thirty One

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The Macchiato's Lady

☕️

POV ANDREA


— Mãe? Que "mãe" o quê?

— Não me trata assim, Andrea.

Ela dá um passo a frente, mas eu a impeço empurrando para fora da minha calçada.

— Vá embora!

— Andrea, eu sou...

— Você dormia com o meu pai. Você não é a minha mãe. Minha mãe morreu antes que tivesse três anos de vida. Agora desapareça daqui antes que eu chame a polícia.

Eu afirmo raivosa e ela me olha sorrindo.

— Andrea, eu quero me reaproximar de você.

— Eu não quero você nem perto de mim, sua sociopata. Foi por sua causa que tudo aquilo começou. Se envolveu com o meu pai e destruiu as nossas vidas. Agora se manda!

Grito, empurro ela mais uma vez e entro em casa. Fecho a porta e procuro Milk.

— Milk?

Ela me olha e olha para porta.

— Vem cá, minha bolinha corajosa.

Eu a chamo e pego no colo.

— Tão protetora essa minha bebê.

Brinco com ela.

— Estava me protegendo, era?

Ela late me respondendo.

— Não se preocupa. Essa doida não vai chegar perto de você.

Eu falo e a aperto no corpo.

— Agora vamos dormir. O dia foi cheio de muitas emoções.

Passo pela janela e vejo a maluca da minha ex-madrasta entrando num carro preto e sumindo pelas ruas. Essa mulher não vai voltar para a minha vida. Eu quase me destruí por causa dela.

POV MIRANDA

Passei a noite acordada. Não consegui me desligar do susto em nenhum momento. Fui verificar as duas três vezes durante a noite e as encontrei dormindo no mesmo quarto. Me parece algo comum entre elas. Não posso julgá-las. Eu fazia o mesmo com Eily. Minha irmã e eu sempre fomos muito unidas. E claro que em alguns momentos arrancávamos a paciência do nosso pai. Por diversas vezes ele teve que nos separar dentro no meio de alguma briga. Sorrio ao lembrar os motivos bobos por brigarmos. Mas sempre fazíamos as pazes. Nem se fosse de forma forçada, depois de ficarmos trancadas de castigo.

Nosso pai era sensacional conosco. E hoje, ao perceber o que essas meninas foram capazes de fazer em tão poucos dias, percebo o quanto ele foi um herói resiliente.

Me viro na cama e sinto uma dor perfurante das costas. Dessa vez mais forte do que senti durante toda a madrugada. A última vez que me levantei uma hora atrás, já senti dificuldade em locomoção. Nem mesmo o banho quente foi capaz de me ajudar.

— Inferno!

Solto um gemido ao me sentar na cama sentindo a dor aumentando. Me levanto e a dor me tira a estrutura. Me sento de volta na cama. Respiro fundo algumas vezes e me levanto de uma só vez.

— Merda...Merda!

A dor me incomoda até num nível de atrapalhar a minha respiração. Dou alguns passos pelo quarto "experimentando" meu equilibro corporal, mas sinto a perfuração contínua me tirando as forças. Volto imediatamente para a cama e me deito. Pego o celular e ligo imediatamente para minha irmã.

The Macchiato's LadyOnde histórias criam vida. Descubra agora