A bela dama de cabelos grisalhos vem todos os dias aqui a minha cafeteria. Toma alguns goles de macchiato enquanto se concentra num livro. Rabisca algumas páginas de uma forma quase feroz, mas elegante. Paga o consumo da metade do macchiato e vai e...
Havíamos jantado alguns minutos atrás. Ela pediu desculpas por ter que ir embora, mas não é necessário. Eu compreendo que Miranda agora tem responsabilidades. Duas responsabilidades ruivas que merecem a atenção dela. Eu a sigo a até o quarto e me deito na cama apenas para observá-la se vestindo.
— É mesmo necessário estar aqui, senhorita Andrea?
Ela me perguntou de costas enquanto as mãos fecham o sutiã. É uma visão. De calcinha e sutiã pretos desfilando pelo meu quarto. Eu fico deitada apenas apreciando. Que namorada linda eu tenho. Sim, na-mo-ra-da. Determinamos que temos um relacionamento sério. Não importa ela não querer usar rótulos ainda. Eu vou usar até o fim da minha vida.
E eu fico apreciando a namorada linda que eu tenho. Céus, que linda ela é. E quanto ela transa gostoso. Usar o brinquedo me deixou jogada de tanto tesão. Não sei como ela consegue ainda me impressionar na cama. Me possuiu como ninguém nunca possuiu.
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— Acha mesmo que eu perderia o espetáculo que é Miranda Priestly vestindo a lingerie?
— Espetáculo? — Ela questiona e se vira para mim. Pega a calça e a veste enquanto me olha.
— Maior espetáculo que esse, só mesmo vendo você tirá-las.
Ela para de abotoar os botões da calça e me olha. Olha para o meu corpo e mordo o lábio. Se aproxima e se senta ao meu lado na cama.
— Você é mesmo uma conquistadora cheia de clichês, não é?
Ela pergunta com a voz rouca. Ela sensualiza realmente sem se esforçar muito.
— Por você eu faço e digo qualquer clichê, Priestly.
Digo olhando nos olhos dela. Me aproximo para beijá-la, mas ela foge antes.
— Se me tocar, vou acabar cedendo. Não se aproxime, senhorita Andrea.
Ela diz fingindo seriedade, quando na verdade sei o quanto está se divertindo com minha nítida maneira de ser palhaça. Ficamos em silencio enquanto ela termina de se vestir e se arrumar em frente ao meu espelho. Ela está de costas e vejo a cicatriz perto das costelas. Após revelar o que realmente aconteceu, parece que ela não está realmente se importando que eu veja a marca em suas costas. Tento disfarçar para Miranda meu instinto, mas cada célula do meu ser se enfurece por saber que isso foi causado por um monstro canalha. A pele de Miranda é tão delicada e tão clarinha. A cicatriz é extensa. No mínimo uns dez pontos foram necessários para suturar. Ele foi capaz de trair, agredir...Tentou abusar dela. Que ódio dele. E pensar que quando ela me disse que havia ficado viúva, eu fiquei me sentindo culpada por estar feliz pela morte dele. Espero que a essa hora ele esteja queimando no inferno.