[30] Um bilhete anônimo

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𝙂𝙞𝙪𝙡𝙞𝙖 𝘽𝙚𝙡𝙡𝙞𝙣𝙞Arizona, EUA

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𝙂𝙞𝙪𝙡𝙞𝙖 𝘽𝙚𝙡𝙡𝙞𝙣𝙞
Arizona, EUA

Senti os músculos do meu pescoço ficarem tensos, uma onda de ansiedade se manifestando com calafrios, se enraizando nas minhas artérias, entrando em meu coração fazendo o mesmo acelerar os batimentos, assim como a respiração que começou ficar pesada. Eu estava de volta, frente ao lugar onde fui abusada e provavelmente nunca irei esquecer disso, principalmente do pouco causo que a escola fez em cima disso, nem ao menos deram uma advertência para Jeremy.

Que merda de escola é essa?

Mas é claro, homem sempre tem razão, não importa o que ele faça, mesmo que ele mate pessoas, roube, estupre, abuse, ele sempre vai estar certo no olhar da sociedade. Agora uma mulher, é culpada até por respirar, é taxada de vadia apenas por usar um short acima de seu joelho. Espero que um dia isso mude, por mais que seja praticamente impossível.

— Tudo bem? — pergunta Miguel notando minha paralisia ao chegar aos degraus da entrada principal da escola, concordei com a cabeça respirando fundo — Se quiser, eu posso segurar sua mão.

— Obrigada — agradeço pegando a mão do moreno.

— Não precisa agradecer, gosto de cuidar de você — dou um sorriso com sua fala.

Esse garoto é um sonho

Então nós entramos, ouvindo todas aquelas vozes se misturando dentro da minha mente, enquanto gritos eufóricos se destacavam, me deixando confusa sobre seus motivos. Paramos em frente ao nosso armário, franzi o cenho assim que vi Jeremy do outro lado do corredor com o braço enfaixado por gesso.

Miguel quebrou o braço dele?

— Miguel — chamei o garoto — Você quebrou o braço do Jeremy?

— O quê? — ele se virou de imediato para encarar o braço do garoto — Não, eu não quebrei nada, no mínimo o punho, mas o braço não.

— Tem certeza?

— Óbvio, eu não fui tão agressivo assim, deveria, mas não fui — ele explica.

— Mas se não foi você, quem fez aquilo? — continuei confusa.

— Não tenho idéia, mas quem quer que tenha feito, merece um prêmio — ele ri baixo, então noto Jeremy abaixar a cabeça ao passar do lado de Kathie e do meu irmão.

Espera, por que meu irmão tá falando com a Kathie?

— Meu Deus — cubro a boca assim que noto um machucado no rosto de meu irmão.

— O quê? — o garoto que tinha voltado a arrumar se armário, se virou para o corredor como um foguete, como pode ser tão fofoqueiro?

— Vincentt, não acredito — digo batendo a porta de meu armário e indo em direção ao garoto, ouvindo Miguel vindo atrás de mim — Posso saber o que é isso? — seguro o rosto de meu irmão com força, encarando o machucado que ele tinha na bochecha.

| 𝐀𝐦𝐨𝐫𝐞 𝐌𝐢𝐨 | 𝑀𝑖𝑔𝑢𝑒𝑙 𝐶𝑎𝑧𝑎𝑟𝑒𝑧Onde histórias criam vida. Descubra agora