[31] As coisas saíram do controle

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𝙂𝙞𝙪𝙡𝙞𝙖 𝘽𝙚𝙡𝙡𝙞𝙣𝙞Arizona, EUA

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𝙂𝙞𝙪𝙡𝙞𝙖 𝘽𝙚𝙡𝙡𝙞𝙣𝙞
Arizona, EUA

Já são seis horas, estou em uma vídeo chamada com a minha prima, Piettra, enquanto termino de me maquiar para a festa repentina que Kathie resolveu fazer. Eu odeio ser chamada para as coisas no último minuto, não dá nem tempo de eu preparar meu psicológico para socializar.

É sério, Giulia, ele é um saco, fica me seguindo pra cima e pra baixo, parece até ser meu cachorro — reclama Pitt em relação ao Mason.

Acontece que o loiro mora em Los Angeles, e minha prima também, mas a maior coincidência foi dele ter mudado para a escola onde ela estuda. Por ele ter visto aquele meus stories com ela, o menino reconheceu minha prima e como não conhece mais ninguém naquela escola, ele fica atrás dela.

É o amor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assim — zombo dela, cantando uma música que já tinha ouvido meu pai dedicar para minha mãe quando estava bêbado em uma festa de família.

Idiota — ela resmunga — Tudo culpa sua, por que você foi falar de mim pra ele?

— Minha querida, como eu ia saber que isso tudo ia acontecer por causa de um story de aniversário? — me defendo terminando de passar o iluminador em meu rosto.

Certo, certo, mas como o amigo é seu, pede para ele parar de me incomodar

— Ah não, não posso acabar com o romance dele, não tem graça — brinco vendo ela revirar os olhos.

Romance é o meu---

— Tá legal, já entendi — interrompi antes que a garota falasse besteira em voz alta — Mas dá uma chance, ele é um cara legal, juro que você vai gostar de ser amiga dele. Agora eu preciso ir — desligo rápido ouvindo suas lamentações.

Eu nunca vi ela ficar assim por um garoto

Fecho as embalagens de maquiagem, indo rápido até o guarda roupa pegar a roupa que eu iria usar na festa. Confesso ser indecisa, mas desta vez eu peguei logo de cara uma saia de couro preta, ela ficava um pouco acima do joelho, escolhi para a parte de cima um croped de manga curta na cor verde escura, com uma frase em preto no seu centro "Angel of the hell", colocando nos pés o meu coturno preto, além dos colares, anéis e brincos na cor prata.

Me encarei no espelho, e uau, com toda certeza eu estava uma gatinha, o que é bom, mas também pode atrair olhares sujos, a como eu odeio ser mulher em um mundo extremamente nojento.

— Tá pronta? — levei um pequeno susto ao ver meu irmão escorado na porta — Uau como ela tá feia — ele zombou, me fazendo lhe dar o dedo médio.

— Fica na sua webcorno — gargalhei vendo ele fechar a cara.

— Engraçadinha, vamos logo.

Descemos as escadas, sendo parados na sala já que nossa mãe insistiu em darmos uma voltinha para ela ver o quão crescidos estão os filhos dela. Seria fofo, se não fosse trágico o fato dela nunca ter acompanhado o nosso crescimento de perto. Abri a porta sendo surpreendida ao ver Miguel parado em frente a entrada de casa, atrás dele estava sua mãe dentro do carro.

| 𝐀𝐦𝐨𝐫𝐞 𝐌𝐢𝐨 | 𝑀𝑖𝑔𝑢𝑒𝑙 𝐶𝑎𝑧𝑎𝑟𝑒𝑧Onde histórias criam vida. Descubra agora