Capítulo 41

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Maiara


Que dia doido foi o de ontem. Penso assim que abro o meus olhos e sinto seus braços sobre o meu corpo, me mexo com cuidado pra não acorda-lá, mas ao virar a vejo de olhos aberto, me olhando e sorrindo.

— Por que está sorrindo ainda mais de manhã?

— Dormi com você! — Ela se aproxima e da um selinho em meus lábios. — Não preciso de mais justificativas. Você é o motivo.

— Ahhhhh para! — Falo timidamente. — Você sabe que não sei lidar com suas palavras sobre mim.

— Já deveria ter acostumado, mas faço, pois amo ver suas bochechas coradas e esse seu sorriso tímido em seus lábios.

— Tinha me esquecido o quão bom é dividir a cama com você!

— Se quiser eu posso te lembrar de outras coisas que são boas fazer comigo na cama! — Ela da um sorriso safado e morde de leve seu lábio.

— Léo.. precisamos pegar o Léo. — Falo me ajeitando pra levantar, só que sinto sua mão me puxando de volta. — Ele já deve estar acordado.

— Sua irmã e nossas mães estão aqui!

— Como assim?

— Desmarcamos ontem com elas, mas hoje de manhã a Maraisa me ligou dizendo que viria. Não sei como você não acordou com o toque do meu celular.

— É que fazia tempo que não dormia tão bem quanto hoje. Me sinto renovada!

— Sabe que pode ter isso pra sempre, né?

— Eu sei... — Toco na ponto de seu nariz e olho em seus olhos. — Quem sabe Marília, quem sabe!

Me levanto da cama e vou até o banheiro, paro debaixo da soleira da porta e a olho sobre os meus ombros e dou um sorriso. Termino de entrar no mesmo e começo a me despir pra entrar em meu banho, mas quando retiro a minha calcinha, numa ação não muito pensada. Estico minha mão até que ela sai de dentro do banheiro, seguro minha calcinha e a roda em meu dedo e logo em seguida jogo no chão do quarto.

— Você tá brincando com fogo, Maiara Carla! — Ela diz.

Me finjo de desentendida e ligo o chuveiro e entro debaixo do mesmo sentindo a água quente percorrer todo o meu corpo.

Ouço um barulho vindo do quarto, mas acabo ignorando, até que ouço ele mais próximo, mas quando vou me virar pra verificar, sinto o seu corpo colidir com o meu. Sinto seus seios em minhas costas e sua mão apertar a minha cintura. Solto um longo suspiro e um pequeno gemido, quando sinto o azulejo frio sobre a minha pele.

— Eu...não..te...convidei! — Falo com dificuldade pois seus lábios já estão sobre o meu pescoço.

— Indiretamente aquele sua ação foi um convite! — Ela da uma leve mordida em meu pescoço e deposita vários chupoes por ali.

— Tem gente em casa.

— E?

— A porta do quarto não está trancada, alguém pode aparecer ou nos ouvir.

— Sinto muito por eles!

Ela aperta ainda mais minha cintura com uma de suas mãos e com a outra segura o meu cabelo fazendo com que minha cabeça se curve em sua direção. Sinto sua mão soltar a minha cintura e percorrer cada milímetro do meu corpo.

Ela aperta a minha bunda enquanto beija os meus lábios, tento conter os gemidos, mas chega a ser quase impossível. Faz tempo que nada acontece, faz tempo que não temos um momento como esse. Apesar de várias imaginações e desejos sobre ela, nada antes de hoje foi concretizado. As noites de alívio foram apenas entre eu e eu e ela em meus pensamentos.

Depois da tempestade. - MaililaOnde histórias criam vida. Descubra agora