Capítulo 26: Fantasmas do passado.

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Não foi muitas horas depois que eu percebi que apesar de ser incapaz de controlar magia dentro desta cel ainda há magia antiga em todo o lugar… magia não pode ser expulsa de um local só pode ser impedida de ser tocada por aqueles que estão presos. Foi por isso que o juramento do feérico foi aceito.

Um fato importante mesmo que eu não pudesse tirar proveito desse conhecimento ainda.

Por o que me pareceram uns dias eu continuei seguindo a rotina de minha prisão sem me dirigir ao meu irmão, Pherkad pelo que entendi em uma de suas muitas tentativas de conversar.

"Mamãe escolheu porque achou que eu era tão pequeno quanto um filhote de lobo quando nasci… meu nome significa filhote"

Lembro de me permitir vacilar e perguntei porque fui nomeada Amarantha. Ele nem se preocupou em questionar como eu poderia ter esquecido, muito distraído com a alegria de obter uma resposta depois de dias.

"Quando você nasceu, chorou tão selvagem que sua pele ficou tão vermelha quanto seus poucos fios ruivos, você parecia furiosa. Mamãe sorriu para você e disse que se parecia tão vermelha quanto as flores de Amaranto… E depois disse que esse seria seu nome, Amarantha"

A diferença de idade foi o que ele me contou em seguida. Ele é o mais velho das três crianças que nossa mãe deu à luz, eu nasci 14 anos depois dele e Clythia 56 anos depois de mim.

Depois ele ficou divagando sobre as outras amantes do Rei e os filhos que elas tiveram antes dele encontrar sua parceira e ela matar todas as suas amantes.

As crianças foram poupadas de seu ciúmes porque descobriu-se que a parceira do rei não podia ter filhos e um dos herdeiros de sua amantes seria o próximo monarca após sua morte. Todos os príncipes e princesas foram treinados e receberam títulos de poder.

Enquanto lutaram na guerra em Prytian, os herdeiros de Hybern também lutaram uns contra os outros para sobreviver, para herdar o poder de seu pai e principalmente para um dia governar Hybern.

Foi muito interessante saber sobre o passado de Amarantha e sua família, ela teve uma vida antes de se tornar um monstro. Não seria diferente de nada, ela foi forjada na guerra, seu único conhecimento sobre amor era de seus irmãos e da mãe que já havia falecido, ela lutou para sobreviver e aprendeu que apenas o poder pode manter aqueles ela que amava, seguros… não tão diferente do meu passado. Talvez a vida dela tenha sido pior, eu não cresci em uma guerra,eu não matei para sobreviver.

Perder Clythia foi como perder parte de sua alma e essa dor eu compreendo perfeitamente. Pherkad também conhece essa dor, eu vi em seus olhos enquanto ele falava sobre a morte de sua irmã.

Pherkad contou como ele eliminou cada um de nossos meios-irmãos para nos proteger quando eles nos atacaram… até que só restaram 3 de nós, e então Jurian matou Clythia e restou apenas 2.

Naquele dia eu respondi ele mesmo que fosse contra meus planos de manipular sua culpa, até eu podia sentir empatia por um homem falando de sua perda e de lutar por sobrevivência. Claro que quando ele tentou no dia seguinte eu voltei a ignorar suas palavras, por mais curiosa que me tornasse sobre o assunto citado.

Ele continua a trazer minhas refeições e agora que aparentemente o interesse de nosso pai por me punir havia diminuído meu irmão teve mais tempo para ficar na cela comigo e de trazer roupas limpas, uma luminária e livros para que tivesse como passar o tempo.

Nunca disse nada sobre como pretendia me tirar daqui, mas eu percebi como ele se comportava com ansiedade com o passar dos dias, ele está esperando, se preparando para o que vai acontecer.

Corte de Renascimento e RedençãoOnde histórias criam vida. Descubra agora