é natural que aconteça

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LOREN

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LOREN


— Não sei, nunca pensei nisso, mas eu sempre quis viajar - comentei fingindo não ser tão importante ao dar de ombros.

Celeste, era do tipo moderna, para elas as mulheres deviam ser livres, mesmo na máfia. Era algo que eu concordava silenciosamente para não colocar ideias na sua cabeça e causar mais problemas para meu primo, por isso eu nunca cheguei a comentar com ela sobre o que eu queria fazer. Ela era bem calma e serena na maior parte do tempo, mas mesmo assim, era meio perigosa quando queria. 

— Se Fabrizio não estivesse me mantendo como a sua prisioneira, eu ia adorar fazer viagens com você - resmungou me fazendo rir.

— É para a sua proteção, você sabe - eu disse, mesmo sabendo que ela apenas queria reclamar. 

Eu a entendia bem, mas não dava corda, ou acabaríamos perdidas no meio da mata ao redor da casa, como quando ela me convenceu a ir tomar um pouco de ar fresco com ela, algumas semanas atrás. Fabrizio enlouqueceu quando descobriu, mas eu não tirava sua razão. Ele estava cada vez pior depois do sequestro que aconteceu poucos meses atrás. 

— Não muda o fato de que ele está me tratando como se eu fosse uma boneca de cristal que não pode ir ao jardim sem ter pelo menos meia duas homens me vigiando - Celeste lançou um olhar mortal aos seguranças, que estavam há uma distância curta e com certeza estavam ouvindo tudo que ela dizia — Se eu não amasse seu primo, eu com certeza o sufocaria durante a noite.

Soltei uma risada alta, o que surpreendeu Celeste.

Agora rir despreocupadamente, parecia mais fácil, respirar parecia mais fácil, como eu estivesse me sentindo leve depois de tantos anos acorrentada a Mário, ao seu sobrenome a ao noivado que foi firmado por meus pais antes de morrerem. Eu não os culpava por isso, eles só fizeram o que todos os pais faziam. 

Eu estava tão feliz por Mário ter adiado o casamento por tantos anos, eu iria morrer de vergonha se ele tivesse casado comigo e aparecesse com uma mulher esperando um filho seu... Deus, eu nem sabia o que ia fazer, nem gostava de pensar nisso.

— Se soubesse que você ficaria tão bem logo após romper com aquele idiota, eu teria... 

— Não é como se isso pudesse ser desfeito antes, Celeste - dei de ombros, sabendo que ela estava sendo sincera. Celeste sugeriu muitas vezes falar com meu primo e me ajudar a romper o noivado, mas, sinceramente, eu não queria que eles brigassem por minha causa. Uma coisa era ir contra todos por sua esposa, outra, pela prima, que seria apenas um fardo sem um noivo. — Se fosse qualquer outra garota grávida, eu ainda me tornaria esposa dele, isso está acontecendo porque sua salvadora se apaixonou por ele.

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