Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
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LOREN SALVATTORE
A mansão Salvattore era uma construção elegante e parecia ser centenária. Ficava mais afastada do centro de Pisa, em uma área verde grande. Parecia um castelo, Celeste iria adorar toda a fachada, mas eu não estava tão animada assim. Era uma fortaleza, seria a minha nova prisão particular.
Certo, eu estava apenas sendo extremamente dramática.
A casa era linda, antiga e devia ter mais história que eu conseguiria imaginar, tinha até uma fonte na entrada!
Eu já me me imaginava tomando um pouco de sol deitada na grama verdinha, lendo um livro ou tirando um cochilo.
Armando, que foi um companheiro de viagem muito divertido, falando sobre seus dias na faculdade, parou o carro em frente as enormes portas da casa, e, antes que que eu pudesse descer do carro, as portas pesadas de madeira foram abertas e um senhor, usando uma bengala surgiu, sendo seguido por funcionários todos uniformizados, formando duas filas, perto da entrada.
— O que está acontecendo? - perguntei para Armando, ele revirou os olhos abrindo a porta do carro pra mim.
— Esse é o meu pai agindo como um idiota pomposo - ele bufou, me estendendo a mão — Acostume-se, ele está mais feliz do que qualquer pessoa com o seu casamento e vai te tratar como se fosse uma rainha.
Antes que eu pudesse responder, o pai de Armando se aproximou, curvando-se de forma elegante. Ele já tinha certa idade, os cabelos brancos bem penteados e as marcas no rosto e na pele, deixavam isso claro, sem contar a bengala.
— É um prazer finalmente conhecer a nova senhora desta casa. Eu sou Afonso Rinaldi, o mordomo e administrador da propriedade Salvattore, estou aqui para servi-la acima de tudo, senhora. - sua voz era um pouco baixa e um pouco falha, mas não deixava de ser pomposa e exagerada, como se ele fosse o servo de um monarca. A ideia me fez querer rir.
— É um prazer conhecê-lo também, senhor Rinaldi. - sorri de forma educada e olhei para os demais funcionários, que eram mais de dez pessoas — Assim como é um prazer conhecer todos vocês, tenho certeza que vamos ter tempo para apresentações com o decorrer dos dias, podem voltar para as suas atividades agora, não é necessário tanta formalidade.
— Como a senhora desejar - se Afonso ficou contrariado não demonstrou, dispensando os outros funcionários com um aceno de mão, eles voltaram para dentro em uma fila perfeita. — As suas roupas e itens pessoais já foram organizadas na suíte principal, a senhora deseja ir verificar?
— Na verdade, eu estou morrendo de fome - abri um sorriso sem graça — A viagem foi longa, eu quero comer, depois ir descansar.
— Claro, a mesa vai ser servida agora mesmo. - ele olhou para o filho — Faça companhia a senhora Salvattore enquanto isso, garoto - seu tom agora não era nada educado, Armando revirou os olhos, mas parou quando o pai apontou a bengala para ele de forma ameaçadora. — Comporte-se... - ele resmungou dando as costas, voltando para dentro de forma lenta.