Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
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LOREN COLUCCI
Meu coração batia acelerado, eu não podia acreditar no que tinha acabado de ouvir.
Encarei Mário então, desviei meu olhar para a garota com uma barriga saliente ao seu lado, depois, encarei meu primo, Fabrizio Cerccato, também conhecido como o Dom da Camorra e pressionei os lábios tentando não sorrir.
Meu Deus.
Aquela mulher estava a pouco mais de alguns meses morando na Itália, mas tinha conseguido mudar toda a minha vida nesse curto período.
Não sorria, Loren, não sorria.
— Desculpe, o que disse, primo? - perguntei a Fabrizio, apenas para ter certeza de que o que ele havia falado era real, afinal, sempre existia a possibilidade de eu estar delirando.
— O noivado com Mário será desfeito se você concordar - Fabrizio repetiu as mesma palavras de antes. Desviei meu olhar para Mário e a garota grávida, eu não sabia seu nome, todos a chamavam de Águia e a respeitavam porque ela era uma espiã infiltrada quando esteve na França. — Loren...
— Estou feliz que isso esteja acontecendo antes de um possível casamento - é tudo que consigo dizer a eles, a não ser o gritar o quanto estava alegre com a notícia. Nenhum deles fazia ideia do quanto eu estava feliz e não sabia como reagiriam se soubessem. — É bom que se casem logo, assim não haverão boatos sobre seu bebê ser um bastardo.
A garota abaixou a cabeça.
— Sinto muito - ela disse em um sotaque carregado, que era um pouco irritante. Existia uma cota de quantos franceses eu podia gostar por vez, principalmente depois de tudo que aconteceu nos últimos meses, e era bem pouca.
— Não quero suas desculpas - respondi sincera. Eu na verdade devia agradecê-la por me livrar de algo que eu nunca quis.
Não sorria, Loren, não sorria.
— Ela não é culpada, Loren - Mário disse, saindo em defesa de sua amada.
— Eu sei que não - concordei rapidamente. Ela não era a culpada. — Você é.
— Loren - Fabrizio chamou minha atenção, mas não estava me repreendendo por responder Mário, eu sabia que não. — Todos os seus bens serão passados para seu nome e você sairá da casa de Mário ainda hoje.
— Onde vou ficar? - perguntei, vasculhando em minha mente locais que eu poderia comprar com o dinheiro da minha herança... Eu viajaria o mundo assim Fabrizio permitisse. Eu diria a ele que estava sofrendo pelo pé na bunda, mas, na verdade, eu iria curtir minha liberdade. Algo que nunca pensei que teria. Liberdade! A palavra que antes era um sonho distante agora parecia mais possível e doce do que nunca.
— Na minha casa - meu primo disse e eu franzi a testa, não escondendo minha surpresa e ele notou — Com a ausência dos seus pais e seu rompimento com a família Monteiro, o certo é que fique sob meus cuidados.