Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
LOREN
— Celeste? Está tudo bem? - perguntei abrindo a porta do quarto de Celeste, apenas o suficiente para espia-la jogada em sua cama.
Pelo modo como Fabrizio saiu de casa, batendo o pé, quase quebrando a porta ao fecha-la e não me dando bom dia, e por ela não ter aparecido para tomar café da manhã, tinha quase certeza que os dois discutiram.
Não era nada raro que eles se desentendessem, acontecia vez ou outra na verdade, mas por algum motivo, eu senti que era mais sério que Celeste fazendo cena por não poder sair ou ir em uma viagem de que ela inventou em questão de meia hora, o que era bem frequente.
Perguntei a Eloá se ela sabia de algo, mas ela, tão preocupada quanto eu, disse que não e pediu que eu viesse ver como Celeste estava.
— Sim - ela disse e eu a ouvi fungar.
— Posso entrar? - perguntei baixinho. Geralmente ela gostava que eu a consolasse e fizesse um plano para matar meu primo junto com ela, alguns carros queimados, fugas extremamente mal planejadas, um pouco de laxante no suco de laranja. Essas coisas.
Ela não me respondeu, mas como não negou de alguma forma, eu entrei, fechando a porta atrás de mim. Com cuidado, me aproximei da cama e me sentei na beirada. Celeste estava espalhada no meio da cama, com a cara enfiada nos travesseiros, ainda usando pijamas, o que não era um bom sinal.
— Sinto muito, Loren - ela disse de repente, a voz falha — Eu disse que ia proteger você, mas eu não consegui. Eu estou tão brava!
Pisquei, confusa.
— O que aconteceu? - perguntei calmamente e ela ergueu a cabeça, me olhando por cima do ombro com os olhos vermelhos do choro.
— Eu juro que tentei conversar com o seu primo, mas ele não me ouviu! - ela voltou a esconder o rosto — Eu disse a ele que se ele continuasse com essa história, eu jamais o perdoaria, mas Fabrizio... eu não sei qual o problema dele.
Eu estava confusa, mas aos poucos, enquanto ouvia seu choro baixo, as coisas iam fazendo sentindo... A conversa que ouvi ontem, Fabrizio me olhando discretamente em silêncio durante todo o jantar.
— Celeste - a chamei o mais calmo que consegui, mas mesmo assim, minha voz pareceu fraquejar. — Fabrizio está procurando um noivo pra mim, não está?
Ela ergueu-se novamente, sentindo-se na cama dessa vez.
— Loren... - seus olhos grandes e castanhos estavam cheios de remorso.