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Kaylab London

Droga, estou morrendo de dor de cabeça... — digo ao fechar a porta do meu apartamento atrás de mim

Caminho em direção a cozinha.

— Alexa, aceda as luzes. — pedi, sendo respondido no mesmo segundo

Abro a geladeira, pegando uma cerveja. Respiro fundo, a abrindo em seguida. A minha dor de cabeça parece piorar ainda mais. Balanço ela, acho que vou precisar tomar um remédio.

Vou em direção as escadas e começo a subi-la. Chego no segundo andar, vendo o corredor vazio.

Sinto uma pontada em minha cabeça, que logo me faz se curvar e gemer de dor bem alto. Coloco a mão na região, parecendo que meu cérebro ia explodir.

— Mas que porra... — digo com os dentes travados

Solto a garrafa pela dor piorar. Cenas aleatórias passavam pela minha mente. Eu não estava entendendo, eu vivi isso? Uma garota. Briga. Obsessão. Possessivo. Romance. Morte. Amor. Dor. Solidão. Porra, o que é tudo isso?

Fecho meus olhos com força e fico reto, segurando na parede.

Vai precisar de um empurrãozinho.

O quê? — olho para atrás quando escuto uma voz, porém, não vejo nada

Minhas vistas começam a ficarem turvas, e lá embaixo tudo gira. Meu corpo é empurrado. Algo ou alguém empurrou meu corpo.

Caio nas escadas, rolando até o primeiro andar. A dor da minha cabeça parece passar, mas me sinto todo machucado, inclusive, sinto algo escorrer da minha testa.

Sinto meu corpo cansado e as vistas pior ainda. Estou perdendo a consciência. Encaro a cima das escadas, uma figura de um homem, parecendo me observar. As luzes em cima começam a piscar até estourarem.

Que merda é aquilo?

Hihi, me agradeça depois. Você não ia se lembrar de tudo se não tivesse batido a cabeça. Nos vemos quando você acordar.

***

ALGUMAS HORAS DEPOIS — Paris, França. 03:07 da manhã

Ashley Kerr

O frio aumentou. Cubro melhor minha cabeça com uma touca e evito encarar o Kairo. Eu só aceitei sair para comer porque ele disse que ia pagar.

E eu realmente quero comer agora.

— Se você ainda estiver sentindo frio, meu abraço pode te esquentar.

— Se tentar me abraçar eu mato você — o repreendo

— Você não faria isso — sorriu

Apenas encaro seu rosto, vendo lentamente seu sorriso sumir.

— Acho que um beijo te acalmaria.

— Cala a boca, Kairo. — mando, o vendo obedecer em seguida — Estou com fome.

Olho para o relógio em meu pulso, já está tarde. O único lugar aberto é um pequeno restaurante de vinte e quatro horas. É uma família que cuida, e todos tratam os estrangeiros muito bem.

— O que você pediu? — olho para o garoto de cabelos pretos em minha frente

— Segredo. — balançou seu corpo — Mas posso te contar se disser três palavrinhas

— Quais?

— Gosto de você.

— Vai se foder. Essa também serve — sorri

Rude AshleyOnde histórias criam vida. Descubra agora