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  Não falar com meus pais sobre a minha decisão de me casar, deixou a minha mãe um pouco obcecada com alguns detalhes

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  Não falar com meus pais sobre a minha decisão de me casar, deixou a minha mãe um pouco obcecada com alguns detalhes. Ela estava irredutível, dizendo que eu precisava trazer a minha noiva pra que ela conhecesse.

Não era como se ela não estivesse acostumado com os casamentos arranjados. Como o dela foi, o meu não seria de outro jeito, entretanto para outros meios. E eu não queria falar sobre isso.

Eu não tinha muito o que falar sobre isso. Theo Bianchi, meu capo, deixou muito claro que apenas Morgan, Dante, ele, Danilo e eu deveríamos saber e isso era bastante gente. Mas ele foi muito claro que se fosse pra ele aprovar, as coisas deveriam acontecer de seu modo, se tratando da descrição.

De qualquer maneira, Theo parecia ter uma solução e uma resposta pra tudo. Ele havia dito ao meu pai que era uma aliança por dinheiro, e que a Genovese precisava desse dinheiro, o que não era verdade.

Com a derrubada dos Rastelli em Chicago, nós havíamos ganhado força e com isso, além de território, mais dinheiro. Os negócios estavam a todo vapor. Venda de drogas, armas, apostas de corridas clandestinas, lutas clandestinas, cassino, sem falar as boates com stripper e prostitutas em ambas as cidades.

O que precisávamos mesmo era ganhar respeito, e uma vingança contra Paul Stratford nos traria isso de uma vez. O que significava que o capo queria tão isso quanto eu. Não porque ele se importava com Leah, ele não poderia se importar menos. Mas ele queria o respeito e demonstrar força aos seus homens.

Entretanto, para todos os efeitos e para a minha mãe, eu seria um ótimo marido para Heaven, apesar de isso não estar nos meus malditos planos.

Atormentar ela havia se tornado meu esporte preferido na escola. Eu poderia ter aberto mão de qualquer idealização de poder que ela tinha naquela época, eu nunca precisei daquilo pra dizer a verdade. Mas eu gostava da parte da guerra.

Gostava de ter um motivo pra atormentar Heaven todos os dias.

Ter isso me fazia sentir com o poder qual ela estava tanto atrás durante aqueles anos. Heaven sempre esteve na minhas mãos, e ela nem havia percebido.

Bastava eu balançar o seu trono imaginário na sua frente, e ela estava rendida. Era divertido, o ensino médio não teria graça sem toda aquela guerra e competição entre nós dois.

Mas apesar de que ter me divertido tanto naquela época, isso aqui não se tratava mais de brincadeira de adolescentes, no entanto, uma guerra entre adultos. O pai dela e eu.

Eu segui a minha mãe para dentro de sua casa, até a cozinha, ditando sobre inúmeros dos melhores buffets quais ela conhecia em Columbus, como se contratar um buffet fosse importante.

Nós nem precisávamos disso. Poderíamos casar em um tribunal, assim como Morgan e Dante se casaram. Mas Theo insistiu que isso seria muito suspeito.

Eu teria que fazer um casamento formal, com todas as tradições de casamento como se eu me importasse ou tivesse tempo pra isso.

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