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Chequei a minha caixa de mensagens no celular, eu já havia perdido a conta de quantas vezes eu havia feito isso. Mas não tinha nenhuma notícia do homem que disse ter sequestrado o meu pai.
Eu sabia que ele estava de alguma maneira me perseguindo. Não havia nenhum outro jeito de ele saber que eu estava planejando sair de casa, e ter me mandado uma mensagem pra eu não sair.
Já faziam vinte e quatro horas e eu estava presa, sem poder fazer as minhas coisas. Sequer havia pregado os olhos. Mas quem se importa, quando sabe que o pai pode estar sequestrado.
Eu não podia perder absolutamente nada. Queria ficar atenta, pra saber se ele daria algum comando a qual eu pudesse ajudar pra soltar meu pai.
Já faziam mais vinte e quatro horas, e ele não atendia nenhuma das minhas ligações. Não que ele atendesse a maioria delas, mas quando eu ligava muitas vezes, ele sabia que poderia ser alguma emergência e acabava me atendendo.
Agora não era isso o que estava acontecendo. E eu também não tinha notícias da minha mãe.
Quinn me ligou mais cedo pra saber porque eu não fui pra casa dela como eu havia dito que faria, tive que inventar uma desculpa esfarrapada. Não queria colocá-la nessa situação, até saber o que estava acontecendo, e pelo visto, o mascarado queria que eu não tivesse contato com outras pessoas.
Geralmente eu não o obedeceria. Mas era difícil pensar direito, quando ele dizia ter meu pai em suas mãos.
Não apenas meu pai, mas procurei milk por todo lugar. Eu suspeitava que ele tivesse entrado na minha casa e levado a minha gata. Milk não teria fugido, ela não tinha o costume de se afastar. Eu a procurei pela casa toda, mas não vi uma sombra dela.
Ela saía do meu quarto apenas pra dar uma volta pelo jardim, mas estava confortável demais pra querer outra vida.
Se esse homem queria me assustar, ele havia conseguido. Eu estava assustada.
Eu tinha a sensação de estar sendo observada o tempo inteiro, mesmo que olhasse ao redor e não visse absolutamente nada.
Um som de motor de carro se aproximando, chamou a minha atenção. Meu coração acelerou, batendo forte contra meu peito. Eu não ouvi nenhum motor de carro quando aquele cara esteve aqui.
Se é que ele realmente esteve aqui, e eu estava ficando paranoica. Eu larguei o celular em cima da ilha da cozinha, e atravessei a casa até o hall de entrada, abri a porta sem fazer barulho e percebi o carro do meu pai estacionando.
Eu desconfiei nos primeiros segundos, então senti um ar sair lentamente dos meus pulmões quando eu o percebi saindo do carro.
Corri até ele, e segurei em seus braços tentando verificar se estava tudo no lugar.
— Está tudo bem, querida? — perguntou.
Observei cada parte dele, e suspirei, percebendo que ele não tinha um arranhão.