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Fiquei sozinha no carro quando Piero foi até a casa dos seus pais para buscar Melissa. Estava tentando alinhar a minha cabeça depois da bebedeira de ontem à noite e também estava focada em um vídeo de aulas do curso de designer que era de ensino híbrido. Escolhi que fosse assim quando decidi adotar Melissa.
Eu tinha algumas aulas atrasadas depois dos últimos acontecimentos e tinha planejado colocá-las em dia hoje, no entanto, a ideia do piquenique também era bem-vinda.
Ele estava certo sobre dar uma vida normal a ela, já que a trouxemos para a nossa bagunça.
Tentei me concentrar nas aulas pelos próximos dez minutos, até levantar o olhar e ver Piero saindo com uma cesta de piquenique em uma mão, a bicicleta cor-de-rosa em outra e Melissa ao seu lado, que parecia estar tagarelando e fazendo perguntas como sempre fazia.
Quando se aproximou do carro, ele deixou a bicicleta no chão, me deu a cesta pela janela e abriu a porta de trás para Melissa que entrou alegremente, com seu sorriso radiante no rosto enquanto Piero ia colocar a bicicleta no porta-malas.
— Bom dia, querida! — Falei, deixando o celular de lado e olhei para trás pra dar atenção a ela.
Seus olhinhos castanhos estavam brilhando afetado pelo seu sorriso radiante.
— Você também vai ao parque com a gente, mamãe?
Ela pulou em cima de mim, dando beijinhos na minha bochecha.
Gostava da sensação de tê-la, como se nada disso pudesse ser substituído. Era diferente de tudo o que eu já senti em todos os meus vinte e um anos.
— Eu disse que tinha uma surpresa. — Piero respondeu, aparecendo na porta de trás, após guardar a bicicleta — Agora, sente-se na cadeirinha que eu vou ajudar a prendê-la.
Eu sorri para Piero, agradecendo silenciosamente por ele estar ali, tornando aquele momento possível. Enquanto ele prendia a cadeirinha de Melissa, eu apreciava o seu lado pai cuidadoso.
— Você está bonita, filha. — Comentei, reparando a trança embutida no cabelo dela — Quem penteou você?
— A tia Gaia. Sabia que ela sabe fazer um milhão de tranças? — Dei uma risada do seu exagero inocente.
Melissa sempre trazia uma energia tão positiva e contagiante para nossos dias. Era difícil resistir ao seu entusiasmo e sua doçura. Enquanto Piero terminava de prender sua cadeirinha, eu me pegava admirando-o. Apesar de todas as complicações, havia algo tão reconfortante em vê-lo cuidar de nossa filha com tanta dedicação.
— A tia Gaia é realmente talentosa, não é? — concordei com um sorriso, fazendo uma careta brincalhona. — Talvez ela possa me ensinar algumas dessas tranças um dia.
— E você vai poder fazer em mim pra eu ir pra escola. — Ela sugeriu.
Piero fechou a porta de trás e se ajeitou na frente, fechando a porta ao seu lado e ligou o carro.