CAPÍTULO 10| Pálida e Abatida

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Voltando para o quarto, Lucian andava com as mãos no bolso sem dizer uma palavra

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Voltando para o quarto, Lucian andava com as mãos no bolso sem dizer uma palavra. Me assusto quando um dos pacientes corre em nossa direção e me derruba no chão. O paciente segura em meu cabelo batendo com meu rosto direto no chão, fazendo meu nariz sangrar. Em questão de segundo sinto ele sendo empurrado para o lado. Lucian havia acabado de chutar o paciente. Lucian desferiu socos um atrás do outro no rosto do mesmo, minha cabeça ainda rodava com a situação que tinha acabado de presenciar. Me levanto me segurando na parede, Lucian não parava por um minuto se quer.

-- Para, você vai mata-lo -- Me aproximo mas foi em vão, Lucian me empurra quando bato com a cabeça na parede

Sinto tudo girando, a visão embaçada quando as luzes de emergência começam a piscar. Seguranças passam correndo e a última coisa que eu vejo é alguém injetando uma seringa nele. Eu apago logo em seguida.

...

Acordo confusa e desorientada, minha cabeça doía um pouco. Um enfermeiro passa pela porta me fazendo várias perguntas, não tenho tempo de raciocínio.

-- Calma -- Digo -- Você está me metralhando de perguntas e eu acabei de acordar

-- Sinto muito por isso -- Ele diz enquanto verificava meu rosto -- Preciso saber como se sente?

-- Estou bem, só um pouco de dor de cabeça mas nada demais -- Olho ao redor -- Onde estou?

-- Na emergência, você desmaiou, bateu a cabeça e por pouco não quebrou o nariz -- Ele diz enquanto anotava algo

Só então eu dou um pulo quando lembro o que aconteceu, lembro do Lucian indo em direção ao paciente que me derrubou e logo em seguida eu apaguei.

-- O Lucian -- Digo -- Onde eles está? Como ele está? O outro paciente? -- Pergunto desnorteada

-- Calma mocinha, agora é você que está me bombardeando de perguntas -- Ele sorrir

-- Por favor, como eles estão? O outro paciente está bem? -- Tenho certeza que meu rosto estava em uma caranca preocupada

O enfermeiro escreve mais alguma coisa e me olha e logo depois suspira.

-- O paciente que te atacou, morreu -- Fico completamente imóvel -- O paciente Asher o matou a sangue frio

-- Como isso foi acontecer? -- Me levanto nervosa -- Como deixaram isso acontecer? -- Altero um pouco a voz

-- Calma, o paciente Lucian surtou e o matou espancado -- O enfermeiro se aproximou colocando suas mãos em meus ombros

-- E o Lucian? Onde que ele está? -- Minha cabeça girava com tanta informação

-- Ele está sedado e internado no quarto branco -- O enfermeiro diz simples -- Tivermos que colocar uma camisa de força nele

-- Eu preciso sair daqui -- Pego minha coisas -- Vou para casa

-- Você não está bem, acho que deveria ficar um pouco aqui até se sentir melhor -- Ele adverte

-- Não! Eu vou embora, preciso pensar

Saio do quarto segurando a bolsa contra meu corpo, era muita informação para um dia só. O paciente surtou e me derrubou, mas o que levou Lucian a matar uma pessoa por isso? Eu precisava saber o motivo de tanta frieza e agressividade, a cada dia que passa eu tenho certeza que alguma coisa está por trás de tudo isso. Alguma coisa o levou ser assim e eu iria descobrir.

Continuo andando até a saída do hospital quando me esbarro em Ethan. Ele me olha com um olhar de interrogação e eu só sinto um frio estranho percorrer em meu corpo.

-- Soube do que aconteceu, você está bem? -- Ethan ergue sua mão até meu rosto e me afasto

-- Não toca em mim, não fala comigo e não ouse passar pelo mesmo lugar que eu -- Digo grossa

-- Isso é por ontem? Não seja inocente Isa -- Ethan tinha um sorriso nojento em seu rosto -- Você queria tanto quanto eu  -- Ele afirma

-- Eu estava bêbada e mal me lembro de que porra aconteceu -- Digo -- E para você é Dra.Ravenwood, não se dirija a mim com brincadeira como se fossemos amigos

-- Calma -- Ele estende as mãos em sinal de rendição

-- Vai se foder Ethan -- Digo mandando o dedo do meio para ele

Entro em meu carro e dirijo até minha casa, meus pensamentos estavam perturbados e eu não conseguia me concentrar na estrada. Eu me senti tonta e confusa, o mundo parecia estar rodando ao meu redor. Finalmente chego, saio do carro. Me sinto aliviada por estar em um lugar seguro, mas ainda estava abalada por tudo que aconteceu com menos de vinte quatro horas. Subo as escadas do meu apartamento me sentindo cansada e exausta. Chegando, me jogo no sofá com os olhos fechados, tentando acalmar minha mente perturbada. Estava perdida em pensamentos quando ouço a voz calma da minha tia.

-- Minha menina, você está bem? -- Ela pergunta se sentando ao meu lado e mexendo em minha cabeça

-- Só bati a cabeça no trabalho. Depois encontrei alguém que me deixou muito puta -- Digo com os olhos fechados

-- Meu Deus -- Sua voz sai em um tom preocupante -- Você precisa ir ao hospital?

-- Eles mesmo me atenderam lá, não se preocupe -- Abro os olhos e olho para ela

-- Quer que eu faça um chá? Alguma coisa para te ajudar a se acalmar?

-- Não, obrigado. Eu só preciso de um pouco de tempo para descansar e organizar minha cabeça -- Me levanto

-- Tudo bem, mas se precisar de algo não exite em me pedir -- Ela sorrir genuinamente e logo suspira

-- O que está pensando? -- Pergunto

-- Foi algo a ver com aquele paciente que você não desistiu do caso ainda? -- Ela pergunta

-- Ele só teve um surto hoje -- Digo ocultando a verdade -- Nada demais

-- Toma cuidado, por favor

-- Relaxa, eu sei me cuidar

Caminho até o quarto e ligo a água do chuveiro. Enquanto a água aquecia, tiro minhas roupas e me olho no espelho. Meus olhos estavam cansados e minha pele pálida e abatida.
Entro no chuveiro e deixo a água quente lavar a tensão do dia. Fecho os olhos e respiro fundo, tentando acalmar minha mente perturbada. Depois de alguns minutos,  desligo o chuveiro e saiu do banheiro.

Me  olho no espelho novamente e vejo que ainda parecia cansada. Suspiro e me visto com uma roupa confortável. Me  jogo na cama e fecho os olhos, tentando relaxar e esquecer os problemas do dia.

ManicômioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora