Este livro é dedicado a vocês, que ousam sonhar com um amor sem fronteiras. Que ousam descobrir o lado mais obscuro do amor e da paixão. Que ousam amar com toda a sua intensidade, mesmo que isso implique se arriscar pelo caminho.
Isadora Ravenwood é...
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Estavamos sentados no banco do parque durante o recreio. Bento e eu estavamos conversando sobre jogos e outras coisas, rindo e se divertindo. Bento contava sobre um novo jogo que ele havia descoberto, e eu estava animado para experimentá-lo. Estavamos tão envolvidos na conversa que nem percebermos quando os valentões se aproximaram.
-- O que vocês estão fazendo aqui? Seus perdedores? -- Disse um dos valentões
Me encolho ficando quieto, com medo de provocar ainda mais os valentões. Mas então, um dos valentões me empurra, fazendo-me cair no chão. Bento ficou furioso e se levantou para me defender.
-- Por que vocês estão fazendo isso? Deixem-nos em paz! -- Disse Bento
Os valentões riram e começaram a cercar Bento. Mas ele não se intimidou e continuou a me defender.
-- Não vou deixar vocês machucarem o meu amigo! -- Bento diz com um tom de raiva em sua voz
Bento pegou uma pedra e arremessou na cabeça de um dos valentões. Ele se preparou para jogar mais uma quando os valentões começaram a se afastar com medo. Os valentões perceberam que Bento não estava para brincadeira decidiram ir embora. Bento me ajudou a se levantar e depois ele me abraçou. Levanto limpando minhas roupas e só aí percebo que minha bermuda estava melada de lama.
-- Papai vai me matar -- Digo com medo
-- Você pode passar lá em casa e trocar de bermuda, assim ele nem vai saber que sujou -- Bento diz com um sorriso angelical
-- Tudo bem
Andamos um ao lado do outro, conversando sobre tudo. Eu me sentia feliz ao lado do meu amigo, a hora perfeita do meu dia era quando eu me encontrava com o Bento.
-- Toma -- Ele estende a bermuda -- Pode ficar com essa
-- Obrigado -- Digo sorrindo para ele e vestindo a bermuda -- Nossa que aviãozinho maneiro -- Falo quando vejo um avião de brinquedo azul e branco
-- Leva para você -- Ele oferece
-- Não posso aceitar -- Recuso
-- Leva, aceita é de coração -- Ele sorrir mais uma vez
O sorriso de Bento provocava em mim uma onda de calor e felicidade, eu sentia esse sentimento se espalhar por todo o meu corpo. E é nesse sorriso que, mesmo em meio a todas as dificuldades e desafios da vida, havia algo de bom e bonito no mundo.
...
Eu estava feliz porque meu amigo havia me dado um aviãozinho. Eu segurava o aviãozinho com cuidado, admirando a forma como as asas se curvavam e o nariz se inclinava para cima. Quando cheguei em casa, corri para mostrar o aviãozinho para meu pai. Mas, em vez de ficar feliz, ele ficou bravo.
-- O que é isso? Onde você conseguiu isso? -- Perguntou com uma latinha de cerveja em mãos
-- O Bento que me deu -- Respondi ainda segurando o aviãozinho.
-- Isso é lixo! Você não deveria estar brincando com isso-- Disse papai, pegando o aviãozinho das minhas mãos e quebrando.
-- Não pai, por favor -- Tento segurar suas mãos mas ele era maior e mais forte e eu só uma criança de dez anos magricelo.
-- A próxima vez que você chegar com brinquedo aqui em casa, eu vou te arrebentar inteiro -- Ele gritava em meu ouvido
-- O que está acontecendo aqui? -- Minha mamãe apareceu com um dos olhos machucado
-- Esse merdinha chegou em casa com o que não era dele -- Papai respondeu
-- Mas o Bento me deu -- Choro
-- Porra nenhuma -- Papai diz se aproximando de mamãe e beijando seu pescoço -- Quero foder você agora -- Ele dizia e mamãe fazia uma careta de nojo
-- O Lucian está aqui, respeite pelo menos o seu filho -- Mamãe o afastava
-- Cala a boca sua cadela inútil -- Ele então rasga a blusa que minha mãe vestia e aperta seus seios
-- Sobe para seu quarto -- Mamãe dizia em meio as lágrimas
-- Mamãe -- Digo ainda chorando -- Meu aviãozinho -- Choro mais ainda
-- SOBE LUCIAN -- Ela gritou e eu corri
Fiquei chocado e triste. Eu não conseguia entender por que o pai não gostava do aviãozinho. Me sentir envergonhado e humilhado, como se tivesse feito algo errado. Fecho a porta do quarto e logo aquele som começava a se fazer presente na casa. Gemidos de dor, som de algo se chocando, tapas que saiam em um tom alto. Pego meus fones e o radinho dentro do colchão e coloco em meus ouvidos, ocultando qualquer tipo de barulho externo.
Eu ainda não entendia
Até o capítulo 20 as coisas vão começar a evoluir. Vou revisar alguns e já posto 🙃 comentem muitooooo e não esqueçam de votar, a mão da autora dói 🥲❤️