Este livro é dedicado a vocês, que ousam sonhar com um amor sem fronteiras. Que ousam descobrir o lado mais obscuro do amor e da paixão. Que ousam amar com toda a sua intensidade, mesmo que isso implique se arriscar pelo caminho.
Isadora Ravenwood é...
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3 anos depois
Ailim entra de uma vez em meu escritório sem ao menos bater na porta, a olho de cima a baixo e a mesma percebe seu ato errado.
– Perdão, eu esqueci – Seus olhos vacilam, demonstrando nervosismo.
– Não vou repetir mais uma vez, tenha educação, a próxima vez que entrar sem bater na porta, corto suas mãos para você ter motivos de não conseguir bater – Digo com frieza, sem tirar os olhos do envelope que ela me entrega.
– Sim, chefe – Ela abaixa a cabeça, obediente. – Vim entregar o relatório da nova boate que o senhor abriu, está fazendo bastante lucro.
Folheio as páginas. Depois que a Isadora foi embora, recebi uma proposta, trabalhar como um assassino de aluguel, no começo não aparecia muita coisa pra fazer, o valor dependia do pedido, empresários, prefeitos corruptos, donos de empresa, cada um tinha o seu valor, comecei ganhando quinhentos mil reais, guardei, depois de um tempo apareceu mais oportunidades e quanto mais eu ganhava mais eu guardava. Investir em meu próprio império, hoje eu tenho boates, hotéis, restaurante e empresas. Tudo só roda com a minha permissão. Tenho um apartamento de luxo, roupas caras, carro e mulher a hora que eu quisesse, mas nenhuma delas era ela.
– Hidan já voltou do centro? – Pergunto, mudando de assunto.
– Não senhor, provavelmente deve voltar mais tarde, quer que eu ligue e apresse-o? – Ela pergunta, com uma voz suave.
– Não é necessário, quando ele chegar me avise – Respondo, sem dar muita atenção.
– Senhor estou sentindo que está muito tenso hoje – Ailim se aproxima de mim com um sorriso malicioso em seus lábios.
– O que você quer de mim, Ailim? – Pergunto desviando o olhar para as folhas.
Ailim passa por baixo da mesa, ajoelhou-se, abriu o zíper da minha calça e tirou meu pau. Mantive meus olhos no papel e sua mão se moveu diversas vezes antes de parar.
-- Por que você tem um nome tatuado em seu pau? -- Sua voz era de surpresa e curiosidade
-- Por que já tem dona -- respondo simples -- Agora seja educada, coloque meu pau de volta onde você achou, feche a minha calça e se retire da minha sala antes que eu pegue minha arma e estore seus miolos.
– Lucian, cheguei mais cedo... – Hidan entra e para ao ver Ailim ajoelhada.
– Não atrapalhou nada – Digo seco. – Pode se retirar, senhorita Ailim.
Ailim sai batendo o pé, me controlo para não rir da sua cara frustrada.