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CAPÍTULO 23| Destruição

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-- Ah, que belo espetáculo! Quem diria que Arshe encontraria conforto nos braços da sua médica -- Ele batia palmas

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-- Ah, que belo espetáculo! Quem diria que Arshe encontraria conforto nos braços da sua médica -- Ele batia palmas

-- Não é o que parece -- Digo tentando amenizar mas eu estava na merda

-- Vocês acham que vão sair impune? -- Ethan ria ameaçador -- Você é uma putinha Isadora

Lucian me ultrapassa, furioso, e se joga sobre Ethan. Eu fico paralisada, vendo Lucian derrubar Ethan no chão e socá-lo sem parar.

-- Você não fala dela

Um soco

-- Você não olha para ela

Outro soco

-- Você nem se quer pense nela, caralho

Mais um

-- Ou eu juro que acabo com você

O alarme do hospital soou alto, me fazendo agir por instinto. Eu arrastei o Lucian para longe do Ethan e gritei para ele fugir.

-- Anda, vai logo -- Eu disse, desesperada -- Pega -- Eu joguei as minhas chaves para ele -- Você sabe dirigir?

-- Sei -- Ele me encarou, confuso -- Vem comigo

Eu abracei o rosto dele, implorando. 

-- Vai embora com o meu carro, tem uma estrada fácil aqui perto do hospital, me espera lá e não sai -- Meus olhos transbordaram de lágrimas -- Não olha pra trás

-- Eu vou te esperar -- Lucian correu para fora da estufa e por um momento eu desejei que ele me levasse junto.

Ethan se ergueu, gemendo de dor, e cuspiu sangue, com as mãos na barriga machucada.

-- Idiota -- Ele ria -- Você devia ter ido com ele -- Você não vai sair daqui

Ethan calou a boca e três enfermeiros entraram na estufa, uma mulher e dois homens.

-- Peguem essa puta -- Ele mandou

Os enfermeiros me agarraram e me imobilizaram enquanto eu me debatia.

-- Me soltem -- Grito

-- Todo mundo vai achar que você fugiu com aquele maluco -- Ele riu e cuspiu o sangue no meu rosto -- Eu vou fritar o seu cerebro 

Eu desmaiei e não vi mais nada, tudo era escuro e longe.

Flashback on

Eu abri os olhos lentamente, minha visão embaçada tentando entender o que estava acontecendo. O cheiro de metal do airbag invadiu minhas narinas, e uma sensação de confusão me dominou. Tentei me mexer, mas uma dor forte no ombro me fez choramingar.

-- Onde... onde eu estou? -- sussurrei, minha voz soando estranha e longe. O silêncio foi quebrado pelo ronco distante do motor ainda funcionando. O interior do carro estava escuro, e eu piscava, tentando enxergar.

ManicômioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora