Este livro é dedicado a vocês, que ousam sonhar com um amor sem fronteiras. Que ousam descobrir o lado mais obscuro do amor e da paixão. Que ousam amar com toda a sua intensidade, mesmo que isso implique se arriscar pelo caminho.
Isadora Ravenwood é...
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Arshe tem cabelos pretos e intensos, que contrastam com seus olhos de cores diferentes: um azul e outro verde, mostrando sua heterocromia e uma cicatriz em um dos olhos. Sua pele é branca e quase pálida, e suas roupas não revelam muito sobre seu corpo. Mesmo deitado, ele parece ter entre 1,88 e 1,90 de altura.
-- Vou lhe fazer algumas perguntas. Fique à vontade para responder. -- Digo a ele -- Estou aqui para compreender e tratar da sua doença.
-- Boa sorte com isso, "doutora".
-- Como você se sente hoje? -- Pergunto, segurando a caneta.
-- Normal. -- Ele responde, ainda olhando para o teto.
-- E o que significa esse normal?
-- Não sei. -- Bom, isso vai ser difícil.
-- Você tem medo de alguma coisa? -- Eu pergunto.
-- Não, eu não tenho medo -- Ele responde.
-- Como você conseguiu isso? -- Eu insisto. Olhando para o machucado em seu olho, era um corte.
-- Eu fiz o que era preciso para que eles tivessem medo de mim, e não eu deles -- Ele explica.
-- Você já teve algum relacionamento antes? -- Eu mudo de assunto. Ele se mexe por um momento e logo depois se senta na cama, olhando para o meu rosto.
-- Você é bonita! -- Ele elogia.
-- Obrigada, Arshe -- Eu agradeço, fitando seus olhos que guardavam algo sombrio.
-- Não me chame de Arshe, não me chame como ele me chamava -- Arshe fecha a mão e eu posso perceber seu desconforto.
-- Ele quem? - Pergunto.
- Você não é muito diferente de mim, doutora. -- Asher desvia da minha pergunta -- Você coloca um tipo de máscara no rosto e sorri como se estivesse feliz, mas eu sei que algo dentro de você é sombrio e perigoso.
-- Acho que minha vida não faz parte da sua consulta. Por favor, apenas responda às minhas perguntas. - Digo, sentindo meu coração bater forte.
-- A diferença entre eu e você é que eu estou preso aqui como um louco por ter cometido atrocidades com quem merecia. E você? Você transformou sua dor em algo bom, só para ter a desculpa de que "aquilo" pelo menos te trouxe algo bom. - Arshe me encara com ódio.
-- Por favor, se acalme. Eu estou aqui para cuidar de você e garantir que você fique bem. -- Eu tento me recompor, mas as palavras daquele homem ecoam na minha mente.
-- Me diga, o que você fez de tão ruim no seu passado? -- Ele pergunta, se aproximando da cama.
-- Nada que lhe interesse.
-- Você vai me dizer que se cortou por vontade própria? -- Eu olho para o meu pulso e ajeito o jaleco. -- É, doutora, todos nós temos demônios internos e lidamos com eles do jeito que podemos.
-- Eu peço que pare, ou eu vou ter que te medicar. -- A minha mão começa a tremer.
-- Quem você matou? Me fale, me conte. -- Ele chega perto do meu rosto com um sorriso macabro. -- Quem é o motivo desses cortes? Seu pai? Sua mãe? Sua irmã? -- Nesse momento, uma lágrima solitária escorre dos meus olhos. -- Sua irmã? -- Ele sorrir como se estivesse acabado de descobrir
-- Pare -- Gaguejo
-- Eu amo mulheres que guardam segredinhos -- Ele sussurra no meu ouvido -- Você é incrivelmente deliciosa -- Arshe beija meu pescoço
-- Eu peço que pare -- Eu imploro, mas meu corpo não se move
--Você é uma pervertida. - Arshe roçou a ponta do nariz no meu rosto. - Você tem cheiro de jasmim. - Arshe segurou firme o meu rosto, apertando com força. - Eu vou descobrir o seu segredinho, doutora.
--Solte-me -- Ele aperta meu pescoço com as mãos
-- Deliciosa -- Ele me lambe novamente -- Incrivelmente deliciosa
-- Me larga, eu vou gritar por ajuda -- Minha voz tremia
--Então chame eles -- Ele desafia -- E aproveite para contar que você está toda molhada porque o seu paciente revelou a sua verdadeira face
Seu toque me causava arrepios, sua voz rouca me seduzia para o desconhecido, para o abismo de pecado. Ele era meu paciente e isso era ultrapassar os limites, detestava admitir mas seu toque incendiava meu corpo.
-- Deliciosa -- Arshe mordeu meu lábio inferior em uma mordida que arrancou uma gota de sangue
-- ME LARGA -- Gritei
A mão que antes me sufocava com luxúria, agora me sufocava com pura raiva.
-- Você não devia ter gritado. EU DETESTO GRITOS -- E ele apertava cada vez mais.
Meu corpo se debatia sob o estrangulamento do homem, tentei em vão soltar suas mãos. Quando minha visão começou a escurecer, vi os enfermeiros passarem por mim e aplicarem o calmante em Arshe.
-- Vadia -- Ele diz antes de desmaiar
Os enfermeiros me levam para fora da sala e eu começo a tossir, inspirando profundamente algumas vezes para recuperar o fôlego.
-- Eu te avisei -- Ethan diz, se aproximando de mim correndo -- Vem, vamos tratar desse pescoço