CAPÍTULO 29| Quem vai morrer primeiro?

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Eu estava com a cabeça a mil há uma semana, eu devia ter ido com o Lucian, fui boba

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Eu estava com a cabeça a mil há uma semana, eu devia ter ido com o Lucian, fui boba.

-- Liga outra vez -- Ethan gritava para uma mulher -- Frita a cabeça dessa vagabunda

Eu estava confusa e sem pensar, era doloroso, amargo. Meu corpo todo ardia, meu coração estava acelerado.

– Me solta, por favor – Eu peço – Eu faço o que você quiser.

Ethan se aproxima de mim com um pedaço de ferro e encosta no meu rosto.

– O que você quiser? – Ele sorri com malícia.

– O que você quiser – Eu sorrio – Vem aqui perto.

Ele se aproxima do meu rosto e cuspo nele, Ethan se limpa com o olhar de ódio em mim, ele ergue o ferro e bate em minhas pernas. Eu grito de dor, grito em desespero. Ninguém iria me ajudar, não tinha mais esperança de sair daqui. Eu morreria... Esse seria meu fim.

-- Morre não vagabunda -- Ethan dizia enquanto batia em minhas pernas

– Naquela noite – Eu digo, ofegante – Naquela noite que saímos para beber, você me violentou?

– Você é muito burra – Ele ri – Eu não fiz nada com você, só te fiz acreditar que eu tinha feito, mas nem toquei em você.

– E por que tudo isso? Por que você está me torturando?

– Eu via como você sorria para ele, eu via como você se animava quando ia no quarto dele conversar – Ethan faz uma cara de tristeza – Eu ouvi você gemer para ele, você devia gemer para mim e só para mim.

– No dia que eu gemer o seu nome – Eu sorrio – Estarei completamente louca.

Mais e mais choques, a tortura não tinha fim.

Coloquei na mochila tudo que eu precisava, ia invadir o hospital de madrugada, hoje eu ia tirar a Isadora de lá

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Coloquei na mochila tudo que eu precisava, ia invadir o hospital de madrugada, hoje eu ia tirar a Isadora de lá. Pietro me enchia o saco querendo ir.

– Já disse que você não vai – Falo grosso.

– Eu só quero ajudar, deixa – Ele junta as mãos.

– Não, garoto, olha a hora que é – Ponho a mochila nas costas – Vai ser perigoso e eu não quero que você se machuque.

– Em outras palavras, você se importa comigo? – Ele ri como uma criança endiabrada.

– Em outras palavras, eu não quero carregar um corpo esquelético no carro.

– Você é mau – Ele mostra a língua e sai.

Confirmo se peguei tudo e saio de casa, entro no carro que a Isa me deixou e dirijo até o hospital. A estrada estava vazia, era madrugada, então seria fácil entrar. Estaciono o carro perto do hospital e desligo, me assusto quando vejo a figura descarada do garoto.

– Pode sair, eu já te vi – Olho para ele.

– Surpresa – Ele fala sem certeza.

– É difícil fazer o que eu mando? Eu mandei você ir para casa, garoto – O repreendo, puto – Você pode se ferir, porra.

– Prometo que vou te ajudar, não vou atrapalhar – Ele levanta o mindinho – Promessa de dedinho?

– Vai se foder – Mostro o dedo do meio – Não mexa em nada, me obedeça e fique quieto.

Desço do carro e ele faz o mesmo. Entramos no hospital pelo acesso dos fundos, como eu tinha imaginado, não tinha ninguém por perto, passei por vários corredores até a ala desativada.

– Aqui parece o inferno, mano – Pietro fala baixinho – Você morava aqui?

– Se não calar a boca, quem vai morar aqui é você.

Entramos na ala desativada, só tinha um lugar iluminado, não podia ser outro lugar.

– Você vai fechar os olhos – Peço ao Pietro – Toma isso aqui – Abro a mochila e tiro um celular e o fone – Coloca uma música e só pare de ouvir quando eu voltar para te buscar.

– Ok – Ele diz.

– Promete que vai obedecer?

– Prometo, senhor.

Aceno para ele com a cabeça e coloco os fones no seu ouvido. Tiro a faca da mochila e empurro a porta. Meus olhos se fixam em Isadora desacordada em cima de uma maca.

– Quem vai morrer primeiro? – Falo alto.

– Seu desgraçado – Ethan se assusta – Peguem ele – Ele manda para os dois homens e a mulher.

– Não se mexam – Aviso – Quem vai morrer primeiro? Uni, duni, tê – Aponto para cada um.

– Você voltou mesmo, seu desgraçado – Ethan grita.

– Não grita, que saco, as pessoas têm mania de gritar, ninguém aqui é surdo.

Um dos homens vem para cima de mim e eu desvio do seu ataque, esquivo do seu soco e cravo a faca de uma vez no seu pescoço, o sangue espirra no meu rosto como uma fonte, giro a faca no seu pescoço e a tiro.

-- Todo mundo aqui vai morrer até o amanhecer

ManicômioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora