Este livro é dedicado a vocês, que ousam sonhar com um amor sem fronteiras. Que ousam descobrir o lado mais obscuro do amor e da paixão. Que ousam amar com toda a sua intensidade, mesmo que isso implique se arriscar pelo caminho.
Isadora Ravenwood é...
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Eu estava com a cabeça a mil há uma semana, eu devia ter ido com o Lucian, fui boba.
-- Liga outra vez -- Ethan gritava para uma mulher -- Frita a cabeça dessa vagabunda
Eu estava confusa e sem pensar, era doloroso, amargo. Meu corpo todo ardia, meu coração estava acelerado.
– Me solta, por favor – Eu peço – Eu faço o que você quiser.
Ethan se aproxima de mim com um pedaço de ferro e encosta no meu rosto.
– O que você quiser? – Ele sorri com malícia.
– O que você quiser – Eu sorrio – Vem aqui perto.
Ele se aproxima do meu rosto e cuspo nele, Ethan se limpa com o olhar de ódio em mim, ele ergue o ferro e bate em minhas pernas. Eu grito de dor, grito em desespero. Ninguém iria me ajudar, não tinha mais esperança de sair daqui. Eu morreria... Esse seria meu fim.
-- Morre não vagabunda -- Ethan dizia enquanto batia em minhas pernas
– Naquela noite – Eu digo, ofegante – Naquela noite que saímos para beber, você me violentou?
– Você é muito burra – Ele ri – Eu não fiz nada com você, só te fiz acreditar que eu tinha feito, mas nem toquei em você.
– E por que tudo isso? Por que você está me torturando?
– Eu via como você sorria para ele, eu via como você se animava quando ia no quarto dele conversar – Ethan faz uma cara de tristeza – Eu ouvi você gemer para ele, você devia gemer para mim e só para mim.
– No dia que eu gemer o seu nome – Eu sorrio – Estarei completamente louca.
Mais e mais choques, a tortura não tinha fim.
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Coloquei na mochila tudo que eu precisava, ia invadir o hospital de madrugada, hoje eu ia tirar a Isadora de lá. Pietro me enchia o saco querendo ir.
– Já disse que você não vai – Falo grosso.
– Eu só quero ajudar, deixa – Ele junta as mãos.
– Não, garoto, olha a hora que é – Ponho a mochila nas costas – Vai ser perigoso e eu não quero que você se machuque.
– Em outras palavras, você se importa comigo? – Ele ri como uma criança endiabrada.
– Em outras palavras, eu não quero carregar um corpo esquelético no carro.
– Você é mau – Ele mostra a língua e sai.
Confirmo se peguei tudo e saio de casa, entro no carro que a Isa me deixou e dirijo até o hospital. A estrada estava vazia, era madrugada, então seria fácil entrar. Estaciono o carro perto do hospital e desligo, me assusto quando vejo a figura descarada do garoto.
– Pode sair, eu já te vi – Olho para ele.
– Surpresa – Ele fala sem certeza.
– É difícil fazer o que eu mando? Eu mandei você ir para casa, garoto – O repreendo, puto – Você pode se ferir, porra.
– Prometo que vou te ajudar, não vou atrapalhar – Ele levanta o mindinho – Promessa de dedinho?
– Vai se foder – Mostro o dedo do meio – Não mexa em nada, me obedeça e fique quieto.
Desço do carro e ele faz o mesmo. Entramos no hospital pelo acesso dos fundos, como eu tinha imaginado, não tinha ninguém por perto, passei por vários corredores até a ala desativada.
– Aqui parece o inferno, mano – Pietro fala baixinho – Você morava aqui?
– Se não calar a boca, quem vai morar aqui é você.
Entramos na ala desativada, só tinha um lugar iluminado, não podia ser outro lugar.
– Você vai fechar os olhos – Peço ao Pietro – Toma isso aqui – Abro a mochila e tiro um celular e o fone – Coloca uma música e só pare de ouvir quando eu voltar para te buscar.
– Ok – Ele diz.
– Promete que vai obedecer?
– Prometo, senhor.
Aceno para ele com a cabeça e coloco os fones no seu ouvido. Tiro a faca da mochila e empurro a porta. Meus olhos se fixam em Isadora desacordada em cima de uma maca.
– Quem vai morrer primeiro? – Falo alto.
– Seu desgraçado – Ethan se assusta – Peguem ele – Ele manda para os dois homens e a mulher.
– Não se mexam – Aviso – Quem vai morrer primeiro? Uni, duni, tê – Aponto para cada um.
– Você voltou mesmo, seu desgraçado – Ethan grita.
– Não grita, que saco, as pessoas têm mania de gritar, ninguém aqui é surdo.
Um dos homens vem para cima de mim e eu desvio do seu ataque, esquivo do seu soco e cravo a faca de uma vez no seu pescoço, o sangue espirra no meu rosto como uma fonte, giro a faca no seu pescoço e a tiro.