CAPÍTULO 31| Manipuladora

2.2K 141 11
                                        

Abri os olhos lentamente, a luz suave do quarto me atingindo como se fosse um farol

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Abri os olhos lentamente, a luz suave do quarto me atingindo como se fosse um farol. Minha cabeça latejava, e levei alguns segundos para perceber que estava deitada em uma cama, sem ter ideia de como tinha parado ali. Uma sensação de fraqueza me envolvia.

Tentei me levantar, mas minhas pernas recusaram o comando. Estavam fracas, trêmulas. Foi quando ele apareceu à beira da cama. Lucian, com seus olhos gélidos e postura imponente, como se estivesse sempre no controle.

-- Você dormiu por três dias -- Disse ele, sua voz cortante. -- Seu corpo precisava de descanso.

-- Onde estou? -- Eu piscava, tentando entender a situação.

-- Está em minha casa, Isadora.  -- Respondeu ele, mantendo uma distância que parecia calculada. -- Acalme-se. Você está segura agora.

A tranquilidade em suas palavras contrastava com a frieza em seu olhar. Um arrepio percorreu minha espinha, mas agradeci silenciosamente por estar viva. Lucian estendeu um copo d'água, observando-me beber.

-- Não é aconselhável se levantar rapidamente. Seu corpo precisa se readaptar -- Disse ele, a falta de emoção em suas palavras me desconcertando.

Busquei memórias, mas apenas fragmentos surgiam, deixando-me confusa e vulnerável. Lucian parecia disposto a ajudar, apesar de sua aparente indiferença.

-- O que aconteceu comigo? -- Indaguei, buscando respostas em seus olhos frios.

-- Algumas coisas são melhores deixadas no passado, Isadora. O importante agora é que você se recupere. O resto virá com o tempo.

As palavras dele deixaram um enigma no ar, mas por ora, aceitei a mão fria de Lucian, guiando-me através do nevoeiro que envolvia minha mente, com a promessa de entender tudo mais tarde.

Lucian se levantou da beira da cama, afirmando que prepararia algo para comer. Instintivamente, ofereci minha ajuda, mas ele recusou com um simples gesto.

-- Não se preocupe, Isadora. Descanse um pouco mais -- Disse ele, com sua habitual frieza.

-- Eu realmente gostaria de ajudar. Posso pelo menos cortar alguns vegetais ou algo assim?

Lucian hesitou por um momento antes de assentir, cedendo à minha persistência. Juntos, nos dirigimos à cozinha, eu ainda um pouco instável, mas determinada.

Enquanto Lucian começava a preparar a refeição, fiquei observando cada movimento, cada detalhe da cozinha. Os utensílios, os temperos alinhados, tudo parecia meticulosamente organizado. Senti-me como uma intrusa em seu mundo, mas ao mesmo tempo, fascinada pela precisão de seus gestos.

-- Você cozinha muito bem -- Comentei, tentando quebrar o gelo.

Ele apenas acenou com a cabeça, sem desviar sua atenção da panela. A dinâmica entre nós era estranha, mas a presença dele começava a me acalmar.

ManicômioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora