Eros O'Neill governa com mão de ferro a mais temida organização criminosa da Irlanda. Frio, estratégico e absolutamente leal ao seu império, ele nunca permitiu que sentimentos interferissem em suas decisões, até Lilith Reilly cruzar o seu caminho. E...
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Faço uma maquiagem básica entre frente ao espelho, ontem rendeu, despertei plenamente satisfeita por ser sido bem-comida, em plena manhã, exatamente nove horas, com o corpo quebrado e dolorido, mal se equilibrando em pé. Estou de ressaca de tanto sexo, algumas partes de minha pele estão dormentes e roxas. A claridade vinda da janela aberta incomoda meus olhos, não encontrei Eros na cama, já é segunda-feira e devo voltar para ir trabalhar naquela espelunca.
Ouço gritos alterados vindos do andar de baixo e, prevendo o que seja, prossigo tranquilo, ajusto minha roupa elegante, saindo devagar sem fazer barulho, espiando Eros super exaltado em seu escritório, me concentro em não ser vista e aguçar a audição para bisbilhotar a conversa:
— Como infernos a informação foi vazada se somente eu, você e nossos homens de máxima confiança sabiam do carregamento, Leonardo? Como uma desgraça assim aconteceu? — rosnou Eros, cobrando explicações e resolução urgente do problema que causei com a fofoca para Sandro, nervosamente passando as mãos por seus cabelos, andando em círculos pelo escritório, vestido já formalmente, pronto para sair e denotando um terrível mal-humor, sorrio adorando estar secretamente o infernizando. — Caralho, não quero saber, eu quero ser ressarcido, existe uma porra de rato entre nós e devemos descobrir quem é imediatamente, não aceito mais perdas, foram muitos dólares, um prejuízo imenso, isso não pode se repetir, é para matar qualquer um que estiver envolvido! — comandou em gelado tom cortante, ansiando por vingança.
Eros desliga o celular, quebrando o aparelho no chão e apoiando as mãos na mesa para respirar fundo de olhos fechados.
— Problemas, meu bem? — apareci fingindo estar preocupada e não fazer ideia do grande problema que foi desencadeado, simplesmente incorporo o anjinho indefeso, indo em sua direção e o acalentando, Eros ergue o olhar gelado para mim, me afastando distante.
— Você causou essa merda, eu te testei com aquela isca, Lilith e estou decepcionado, porque reagiu exatamente como o previsto, no fundo eu tinha esperança de que não fosse me trair mais, esperava que não fosse me sacanear e você prova que eu estou certo em não confiar em uma mentirosa. Não haja como se não fosse a causadora, não pode ajudar a resolver, não estou com cabeça para lidar com você agora, já acabamos, pegue suas porcarias e suma daqui! — expulsa raivoso, descontando sua raiva e frustração em mim pela operação mal-sucedida, não me abalo.
Meu bom-humor se esvai e minha expressão é a mais fria e inelegível.
— Você deveria saber que amantes, amantes, negócios à parte, o que temos na cama não significa nada fora do quarto. — sustento gélida. — E, outra coisinha, não ficarei escondendo a verdade de meu filho até o fim, Gianluca já foi enganado demais, apenas porque você é fraco, sem colhões suficiente para assumir que mentiua vida toda e tem medo de que ele não te ame mais. — brado azeda, confrontando de braços cruzados.