Eros O'Neill governa com mão de ferro a mais temida organização criminosa da Irlanda. Frio, estratégico e absolutamente leal ao seu império, ele nunca permitiu que sentimentos interferissem em suas decisões, até Lilith Reilly cruzar o seu caminho. E...
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Silenciosamente faço uma sincera oração implorando a Deus que dê a cura ao meu irmão, irônico, logo eu, um ceifador impiedoso, estou sentindo o que minhas vítimas sentem antes da conclusão do extermínio letal.
Suor escorre de minha testa e lágrimas dos olhos, enquanto enlouqueço andando nervosamente de um lado para o outro na sala preferencial do hospital particular de propriedade do Sindeacáit, foi para onde trouxeram Eros, e, inicialmente, não autorizaram minha entrada, meu pai considera tudo culpa de Lilith e a odeia, proibindo sua aproximação, está a culpando horrores pelo acidente e não lhe dou a razão, foram os fodidos inimigos que armaram tudo.
Realmente também foi minha maldita culpa, eu deveria ter impedido que Eros saísse daquele jeito tão alterado, e me sinto um lixo da pior categoria, morrendo de medo meu irmão, meu herói, meu salvador e também de Lilith não voltar mais para nós, caralho, agora sim ela terá motivos de sobra para nos odiar porque somos rodeados de desgraça, até eu me odeio, me odeio muito e me sinto o pior imprestável da terra por ter fracassado em cuidar de meu tesouro mais amado, sinto vergonha de mim e quero eu mesmo me matar.
Eros pagou pelos meus erros do caralho, investiguei e descobri rápido que o fodido Cartel de Cali organizou o atentado de merda para nos afetar, os colombianos filhos da puta não quiseram esconder que armaram a cilada, foi somente um susto, um aviso, por um lado me sinto aliviado por não terem alcançado Lilith, agora é de conhecimento público que ela é nosso principal ponto fraco para conseguirem com sucesso nos causar uma dor inexplicável. Estou puto, planejando uma retaliação histórica, ninguém machuca meu irmãozinho, ninguém!
— Por que estão demorando tanto para trazerem alguma notícia que preste? — a raiva me corrói, cacete, não suporto a ansiedade.
— Ele está em cirurgia complicada, é demorado mesmo, o que nos resta é aguardar e rezar para que fique bem. — minha mãe argumenta tensa ao meu lado, junto de meu pai e Nora, as crianças estão em casa e cercada das babás.
— Sim, Leo, e creio que seja melhor você sair, — Nora pede suavemente. — você está cansado demais, sua sobrecarga não servirá de nada, infelizmente não podemos ajudar neste caso, vá descansar, querido. — aconselha amigável.
— Não consigo me afastar, preciso pelo menos saber de alguma notícia boa de que está fora de risco, para aliviar o medo. — suspiro aflito, passando as mãos pelo cabelo, muito estressado.
— Eu te mantenho informado. — Nora corrobora tendo razão, me abraçando.
— Espero que aquela cobra não ouse aparecer aqui e tenha consciência de evitar combates desnecessários, só causará confusão se chegar, todos estão nervosos e não poderei me controlar. — Cesar espuma exaltado.