Eros O'Neill governa com mão de ferro a mais temida organização criminosa da Irlanda. Frio, estratégico e absolutamente leal ao seu império, ele nunca permitiu que sentimentos interferissem em suas decisões, até Lilith Reilly cruzar o seu caminho. E...
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Odiabo cuida muito bem dos seus.
— Finalmente a liberdade me foi concedida e as grandes injustiças que sofri terminaram, venho tranquilizá-los e afirmar mais uma vez que minha inocência foi declarada. Não devo nada a ninguém, eu venci o preconceito e a perseguição, consegui provar para todos que não sou uma criminosa hedionda. — é para chorar de tanto rir. — Confesso que estou destruída por tudo, principalmente por ter visto minha mãe e avó passando por uma humilhação terrível. Agradeço as orações de vocês, os esforços e todo o apoio, muito obrigada pelo carinho. — comunico focada e impressionando com minha elegância e boa oratória diante dos microfones posicionados em meu rosto, forçando expressão de dor e sofrimento, soltando gargalhadas no fundo.
Na saída da delegacia, encontrei meu fã-clube carregando cartazes e presentes, transmiti um longo pronunciamento oficial com mais doses de mentiras calculadas, distribuindo autógrafos e o melhor de todos os males é que fiquei ainda mais famosa como vítima da sociedade, modelo de superação. Perfeito.
— As coisas para mim sempre foram mais difíceis só por ser mulher, não é fácil uma mulher de origem humilde, criada por pais honestos, vinda da comunidade, chegar aonde eu cheguei. As provações são gigantes e passei por todas glorificando aos céus. Agradeço imensamente a admiração e confiança depositados em mim, tenham certeza que jamais se arrependerão de estarem ao meu lado lutando comigo. — terminei o show de enganação, saindo escoltada pelos meus guarda-costas debaixo de uma chuva de aplausos.
— Cass, você é incrível, obrigada por sempre estar ao meu lado, sei que não te mereço, companheira de guerra. — abraço Cassandra com força, ao encontrá-la me esperando algumas quadras longe da jurisdição, no ponto em que combinamos, escorada em seu carro, na pose perfeita de fodona.
— Que ingrata de merda como sempre diz tio Mario, eu ajudei na maior parte e esquece totalmente a minha participação. — Paola reclama amargurada vindo logo atrás.
— Ciumenta a mariposa. — desdenho e minha prima revira os olhos com asco. — Vencemos o sistema. — festejei idiota e trocamos sorrisos de alegria pela minha soltura, Cass me aperta e me roda no ar como criança.
— Esta serviu para você criar juízo e parar de errar tanto, jumenta. — faz sermão de irmã mais velha protetora. — Estoamos felizes com sua libertação, não volte a aprontar mais merdas, pelo amor de Deus, porra, quase nos matou do coração. — orienta severa e aceno comportada, enquanto seguimos em direção ao carro estacionado.
— Me desculpem. — enceno angelical e elas não acreditam.
— Não dou nem 24 horas para estar caindo na mesma burrice e aprontando de novo. — especula Paola em seu sarcasmo.