Eros O'Neill governa com mão de ferro a mais temida organização criminosa da Irlanda. Frio, estratégico e absolutamente leal ao seu império, ele nunca permitiu que sentimentos interferissem em suas decisões, até Lilith Reilly cruzar o seu caminho. E...
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Tenciono paralisada, gelando dos pés a cabeça, milhões de teorias bombardeando minha mente confusa, alertas disparam incessantemente e meu instinto de sobrevivência grita para fugir.
Por que, cacete?
Como caralhos a porra da polícia corrupta veio parar em minha casa pela segunda vez na vida?
Eu sempre encobri bem os meus vestígios, me recuso a crer que falhei tão miseravelmente.
Calma, vocênão deve, vocênão teme, Lilith.
Estranho, não me lembro de ter aprontado nenhuma vigarice chamativa que envolvesse a polícia, não descuidei tanto ocultando nenhum vestígio, só se Eros, no auge da raiva, para se vingar de mim, ter abrido o bico me denunciando, só que ele não seria burro de virar x9, o otário me ama demais e prefere se destruir por mim do que me ver na merda, eu roubei sua assinatura e o tornei culpado de todas as porcarias que fiz, preservando a minha imagem de vítima inocente, O'Neill estaria queimado completamente e eu apenas me divertiria no tribunal o vendo ser condenado a sofrer no chilindró.
Inferno.
Sem desespero, Lilith, sem desespero.
Sou inocente, não devo nada a ninguém, portanto, para que pânico? Permaneço relaxada e plena, qualquer nervosismo me entregaria de graça aos cães, seria um indício de envolvimento na cagada que estão investigando. Eu tenho que confiar em mim mesma e crer que não é nada muito sério e será fácil de eliminar dos registros, tornando a minha ficha limpa de novo.
— Boa noite, senhora, somos da polícia, — expuseram os distintivos. — A celebridade do bairro, Yasmin Venture, se encontra? — espionei um dos policiais fardados perguntar a minha mãe, que está pálida e assustada, me odeio por submetê-la a uma humilhação tão grande.
— Qual idiotice aconteceu? O que aquela minha filha tola e irresponsável aprontou agora para que a polícia venha bater em minha porta tão tarde? — Celeste rosna contida, querendo sumir de tanta vergonha.
— Estou aqui, — me apresentei de frente, sem medo. Diariamente eu lido com assassinos e ladrões das piores espécies, claro que não vou me intimidar com uma polícia fraca e idiota. Eu sou mais do que isso. — por qual razão me procuram? — ralho impassível diante de suas avaliações inexpressivas. — Podemos conversar em particular? — tentei traiçoeira e negaram, dispostos a me queimar.
— Tem algo a esconder de sua boa mãe? Vamos tratar tudo em pratos limpos, Venture. — o primeiro filho da puta pressionou e logo de cara confirmei que foi comprado por alguém com grande influência de dentro da máfia para me incriminar. — Você pode enganar todo o mundo por quase todo tempo, quase todo mundo por todo tempo, mas você não pode enganar todo mundo por todo tempo.