Eros O'Neill governa com mão de ferro a mais temida organização criminosa da Irlanda. Frio, estratégico e absolutamente leal ao seu império, ele nunca permitiu que sentimentos interferissem em suas decisões, até Lilith Reilly cruzar o seu caminho. E...
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— Ela se foi, ela fugiu de nós! — acordei com um puto de um pressentimento ruim se apossando de mim, fazendo meu coração se apertar corroído por uma sensação estranha de perda e os murmúrios dolorosos de Leonardo soam em meus ouvidos.
No primeiro instante confuso, me assustei, acreditando se tratar de uma invasão inimiga ou de algum problema com as crianças, me levantei no automático, vestindo qualquer roupa que encontrei pela frente e encarando meu irmão, buscando compreender o motivo de seu surto matinal e logo entendi ao não visualizar nenhum vestígio de Lilith pelo quarto, merda.
— Ela mentiu, não hesitou em nos abandonar. — seus olhos estão vermelhos pelo choro desesperado e angústia, e só presenciei Leo chorar assim nas vezes em que não tínhamos um grau de arroz para comer na infância pobre. — Nem uma porra de carta ela deixou para justificar a merda do erro. — queixa-se aborrecido, quebrando artefatos de decoração pelo quarto.
Meu mundo desaba, o coração para e uma dor dilacerante faz meus demônios rugirem por dentro.
Medo.
Terror.
Imponência.
Culpa.
Não!
Não pode ser, minha amada princesa, não!
— O que tem a nossa mulher? — me descontrolo, minha voz é dura e assustadora. Em alerta, desconfiando de que inimigos tenham lhe raptado. — Você tem certeza de que Lilith foi mesmo embora? Talvez, ela só tenha saído para buscar o café, não seja apavorado à toa, Leonardo. — tento manter os pensamentos positivos e ser o mais sóbrio da situação para acalmá-lo. — Que porra...? — amaldiçoo entredentes, gelando de susto, começando a hiperventilar pela intensidade imensa do pânico.
Ligo para ela e não atende, desativou o número me deixando atordoado, com a paranoia no auge, em meu mundo tudo pode acontecer há qualquer momento, é sempre necessário estar vigilante e não oferecer sorte ao azar.
Toda a nossa felicidade se transformou em infelicidade com o nascer do sol, desgraça. Procuro por confirmação vasculhando seu closet e não achando nenhuma peça de roupa e a verdade óbvia que me recuso a enxergar me atinge em cheio no coração, que se despedaça em mil.
Estou sangrando e sentindo uma dor emocional do caralho em todos os lugares.
— Eu sabia que Lilith faria merda, seu ódio pelos Moliner é maior do que o amor que sente por nós. — Leonardo chora desolado no canto e faço todo o esforço para consolá-lo, imediatamente ligando para meus contatos e exigindo o atual paradeiro de Lilith, mando que revirem céu, mar e terra. — Não somos importantes para ela, não somos nada. — rosna inconformado e dilacerado. — Por que ela nos trocou por um caralho de vingança, Eros? O que fizemos de tão errado? Eu acordei tão empolgado para fazer um café da manhã para ela e a surpreender na cama...