Thirteen | Living off our flames

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Acho que preciso de alguém mais velho
Só um pouco mais frio
Pegar o peso dos ombros dele
Acho que preciso de alguém mais velho

Older- Isabel LaRosa

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Tijuana, México
14 de maio, 2024

Observei as luzes vermelhas que emanavam da boate, sentindo um nó se formar em meu estômago ao mesmo tempo em que a música sensual invadia meus ouvidos. Eu me sentia totalmente desconfortável principalmente por causa da lingerie que eu estava usando - se é que dava para chamar aquilo de lingerie.

Adornos brilhantes cobriam meu corpo, ou melhor, tentavam cobrir, mas pareciam mais destacar do que esconder. Os tecidos escassos mal conseguiam conter meus seios e minha bunda, me deixando exposta de um jeito que me causava nojo.

Eu sabia quem tinha comprado aquilo para mim, sabia o porquê dele ter comprado aquilo para mim. Era uma tentativa descarada de me fazer ceder aos seus desejos nojentos. A raiva já estava queimando em mim, se misturando com a sensação de vulnerabilidade que me consumia.

— Ángel — Ouvi uma das meninas me chamarem e eu respirei fundo — O senador quer te ver, naquele...

— Eu sei qual quarto Clarisse, obrigada — respondi, cortando ela antes que pudesse terminar a frase.

Minha mente girava em uma mistura de raiva e desconforto, enquanto eu me forçava a atravessar a multidão em direção à escada que levava aos quartos privados da boate. O nome "Alejandro" ecoava em minha mente, uma lembrança sombria do mundo em que eu tinha sido arrastada.

Andei pelos corredores vazios e logo parei quando cheguei na porta do quarto 402, minhas mãos já estavam começando a tremer, meu enjôo piorava só de saber que eu estaria sozinha com aquele homem.

Respirei fundo, tentando reunir coragem enquanto girava a maçaneta e entrava no quarto. O cômodo estava mal iluminado apenas pelo brilho fraco de uma lâmpada de mesa ao lado da cama. O ar estava impregnado com um aroma adocicado de perfume caro misturado com algo mais sombrio, algo que me fazia querer fugir dali.

No centro do quarto, uma cama king-size coberta por lençóis de seda vermelha, com almofadas espalhadas, como se tivesse sido abandonada às pressas. Ao lado da cama, uma pequena mesa de mogno exibia uma garrafa de uísque pela metade e dois copos vazios.

— Pensei que você ia fugir de novo, anjinho. — A voz de Alejandro ecoou, cortando o silêncio pesado do quarto. Seus olhos, escuros como a noite, fixaram nos meus quando me virei, e uma sensação de repulsa percorreu todo o meu corpo.

Engoli em seco, tentando manter uma expressão neutra apesar do nó de medo e desgosto que se formava em minha garganta.

— Eu não tive muita escolha quanto isso — Minha voz saiu como um sussurro de um gato assustado.

𝐂𝐎𝐍𝐄𝐂𝐓𝐀𝐃𝐎𝐒Onde histórias criam vida. Descubra agora