⚠️Esse livro é um dark romance ⚠️
Até onde um amor jovem pode trazer o passado a tona?
Duas famílias extremamente poderosas estão em guerra há gerações pelo controle de Tijuana. No meio dessa disputa violenta, estão os jovens herdeiros, Ángel Díaz e...
❝Onde você vai? Eu vou te abandonar Não, você não vai, volte aqui Estamos correndo de volta, aqui vamos nós outra vez❞
Love The way you lie - Rihanna ft Eminem
[NÃO SEJAM LEITORES FANTASMAS COMENTEM E VOTEM]
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3 de novembro, 2024 Tijuana, México
Abri os olhos com dificuldade, como se minhas pálpebras estivessem coladas por uma camada de areia fina e pesada. A luz fraca que atravessava a cortina semi aberta foi como uma facada nos meus olhos, me fazendo virar o rosto com um gemido baixo.
Minha cabeça latejava e muito. Cada pulsar parecia ecoar no fundo do meu crânio, como se alguém tivesse martelado minha têmpora durante a noite. Minha garganta estava seca, e a sensação estranha na boca me fez torcer o nariz. Saco... ressaca é a pior coisa do mundo.
Tentei sentar na cama, mas tudo girou, me obrigando a apoiar as mãos no colchão para não desabar. Pisquei várias vezes, esperando que o quarto parasse de rodar, e então notei que eu estava no quarto do apartamento.
Mas como eu tinha chegado ali?
Balancei a cabeça devagar, tentando juntar os cacos da noite anterior. Nada. Era como procurar por palavras em um livro com as páginas arrancadas.
Quando puxei as cobertas, um arrepio cortou minha espinha.
Meu corpo estava completamente nu.
Arregalei os olhos e percebi marcas arroxeadas nos braços, na lateral da cintura, uma mais escura no quadril esquerdo. Hematomas. Arranhões. Sinais de algo que tinha acontecido... mas que minha memória não fazia questão de guardar.
— Que merda é essa? — sussurrei, com a voz embargada, mais para mim mesma do que para qualquer outra coisa.
Passei a mão pelo braço, sentindo o calor dos machucados, como se eles ainda estivessem vivos, pulsando sob minha pele. A sensação era desconfortável, quase sufocante, como se meu corpo estivesse tentando me alertar sobre algo que minha mente se recusava a lembrar.
Levantei da cama com as pernas trêmulas, sentindo o chão gelado sob os pés descalços. Meus olhos começaram a vasculhar o quarto como se alguma peça solta pudesse se encaixar naquele quebra-cabeça borrado da noite passada.
Minha calça jeans estava jogada perto do armário, amassada, com um dos bolsos virado para fora. Dei alguns passos, me abaixei para pegá-la e, ao fazer isso, senti algo macio e úmido sob meus pés. Olhei para baixo, com o coração acelerando novamente. Minha blusa, toda amarrotada, estava caída no canto, junto com a calcinha. Ambas cheiravam a álcool, e estavam repletas de pequenas manchas escuras que pareciam sangue. Mas havia algo mais ali.