Forty-Seven | Why so much coldness, if there is love?

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❝Querida, me diga como você ficou tão
Fria o bastante para arrepiar meus ossos
Parece que não te conheço mais
Não entendo o porquê de você estar tão fria comigo

Cold - Maroon 5 feat. Future

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10 de abril, 2027
Tijuana, México

Empurrei Ángel contra a parede fria do banheiro com brutalidade, sentindo o baque do corpo dela se chocando contra os azulejos. Ela arfou, surpresa, mas seus olhos me  encararam famintos. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, me enfiei nela com brutalidade, num impulso desesperado, fazendo a loira arfar alto.

A respiração dela ficou descompassada e seu corpo tremia sobre o meu. Minhas mãos apertavam suas coxas com força enquanto eu a erguia, fazendo com que ela entrelaçasse as pernas em minha cintura.

A água do chuveiro caía quente sobre nós dois, escorrendo pelos nossos corpos entrelaçados como se quisesse apagar o passado — mas porra, nem um dilúvio seria capaz de lavar a falta que ela me fez. Três anos. Três anos longe da minha raposinha, longe daquele cheiro vicioso que sempre me deixava fora de controle, longe da boca quente dela, que sabia exatamente como me provocar até o limite.

O vapor tomou conta do banheiro, turvando as paredes enquanto eu metia firmemente em Ángel que cravava suas unhas em meus ombros com uma força que me arrancava gemidos baixos.

Porra, eu queria deixá-la sem andar. Queria que ela sentisse no corpo o peso exato de três anos longe de mim.

Segurei firme em sua cintura e comecei a deixar mordidas desesperadas pelo seu pescoço e ombros. Eu queria marcar. Queria deixar nela tudo o que eu sentia — a raiva, a saudade, o desejo, o amor tóxico que a gente carrega como maldição.

Saí de dentro dela só para virá-la de quatro, empurrando seu corpo contra a parede encharcada do chuveiro. Prendi seus pulsos acima da cabeça e pressionei seu rosto e seus seios contra o azulejo quente. Ela não reclamou. Pelo contrário, gemeu e se arqueou me dando uma bela visão de sua bunda.

Entrei nela novamente com brutalidade, sentindo sua boceta me engolir de volta como se também tivesse passado três anos sedenta por mim. Ela gemeu manhosa como uma puta que implora mais, mesmo já sendo fodida até o limite.

Quando ela olhou por cima do ombro, vi aquele olhar. Aquele olhar do caralho. Um olhar que dizia: faça o que quiser comigo. Um olhar que implorava pra ser quebrada pelas minhas mãos. Aquilo me deixou mais doente, mais faminto, mais perigoso.

Comecei a me mover outra vez, sem controle. Cada estocada era um por que você me deixou?Um porque tentou me esquecer? Ela gemeu alto sem vergonha, como uma cadela no cio. E eu me alimentei disso.

𝐂𝐎𝐍𝐄𝐂𝐓𝐀𝐃𝐎𝐒Onde histórias criam vida. Descubra agora