⚠️Esse livro é um dark romance ⚠️
Até onde um amor jovem pode trazer o passado a tona?
Duas famílias extremamente poderosas estão em guerra há gerações pelo controle de Tijuana. No meio dessa disputa violenta, estão os jovens herdeiros, Ángel Díaz e...
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24 de Outubro, 2024 Tijuana, México
Me joguei na cama, sentindo o colchão ceder sob o peso do meu corpo enquanto o cansaço dos últimos dias começava a se dissipar. A luz fraca do abajur iluminava o quarto, lançando sombras nas paredes desgastadas que pareciam guardar segredos. Alex, como sempre, estava sentado na cadeira giratória ao lado da escrivaninha, seus dedos ágeis voavam pelo teclado do laptop. O som ritmado das teclas preenchia o silêncio, interrompido apenas pelo suspiro frustrado do meu melhor amigo.
Eu estava de volta a Tijuana depois de dois dias intensos em San Diego, mas, em vez de ir para casa, escolhi um lugar onde sabia que poderia encontrar um pouco de clareza ou pelo menos ajuda. Voltar para casa não era uma opção. Não enquanto Ángel e eu ainda estivéssemos brigados. Além disso, a mensagem que recebi continuava martelando na minha cabeça como um lembrete constante de que algo estava prestes a dar errado:
"Aproveite bem sua vitória, Benjamín Martínez, porque em breve você vai perder tudo."
Essa frase soava como uma maldição, e a ideia de ficar parado, sem fazer nada, era insuportável. Foi então que eu decidi ir à minha antiga casa e pedir ajuda ao maior nerd que eu conhecia: Alex Reyes.
— Não sei como você sempre me convence a fazer essas coisas — ele murmurou.
Um sorriso escapou dos meus lábios, e eu apoiei a cabeça no travesseiro, cruzando os braços atrás da nuca.
— Porque eu sei que, no fundo, você adora fazer esse tipo de coisa. Além disso, não reclama. Eu poderia muito bem ter pedido ajuda para a sua namorada.
Peguei uma almofada ao meu lado e joguei na direção dele, só para provocar.
Alex bufou, desviando a almofada com um gesto preguiçoso, mas seus olhos ainda estavam colados na tela.
— Mas você não faria isso. Uma, porque a Alisson nunca faria esse tipo de coisa. E duas... porque ela contaria para a Ángel.
O nome dela fez meu peito apertar por um instante.
— Não é como se a Ángel precisasse saber disso — resmunguei, tentando ignorar a pontada de culpa.
Alex finalmente tirou os olhos do computador e me lançou um olhar de canto, claramente achando graça da minha tentativa de disfarçar o que estava sentindo.
— Ah, é claro, você está sendo perseguido por um stalker e a Ángel tá vivendo a vida dela de universitária como se nada estivesse acontecendo — Alex disse com um tom irônico.